“Infância sem Copa” – Falta controle em hotéis e pousadas (GAZETA DO POVO)

Estabelecimentos facilitam entrada de garotas sem documentos. Em Recife e Salvador, recepcionista e mensageiro agenciam meninas para os hóspedes.

Ainda no elevador do hotel 4 estrelas, na praia de Boa Viagem, em Recife, o hóspede recém chegado lança a pergunta: “Onde ficam as meninas?”. De pronto, o mensageiro, um solícito senhor de uns 70 anos, se apressa para garantir bons préstimos. Dispunha de uma variedade de contatos, a escolher. Combinam a conversa para logo mais no saguão, a fim de acertar os detalhes. Tempo para ajustar a microcâmera, de modo a não perder os detalhes e a naturalidade da negociação.

“Hoje, por ser sábado, tenho que ligar pras meninas pra ver se elas estão em casa”, avisa o mensageiro no saguão. “Nesse prédio tem uma”, diz saindo à porta para apontar à esquerda. Remexe a carteira em busca do papel com o número anotado. “Agora, se for homem que atender, passa pra mim porque deve ser parente. É porque não é prostituta, de cabaré. São meninas que moram com a família, estudam, trabalham e saem com o hóspede se a gente chamar”, esclarece.

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