73. Posso comungar tendo o vício da masturbação e da pornografia? (CHRISTO NIHIL PRAEPONERE, VIDEO)

O sexto mandamento do Senhor trata dos pecados contra a castidade, que “significa a integração correta da sexualidade na pessoa e, com isso, a unidade interior do homem em seu ser corporal e espiritual.” (CIC 2337) Ainda segundo o Catecismo, “todos os batizados são chamados a viver a castidade”, cada um dentro do seu estado de vida, evidentemente. (CIC 2348)

O prazer sexual não é algo condenável, como muitos argumentam, desde que seja vivido dentro de suas finalidades: procriação e união. Isso quer dizer que aos casais, unidos em matrimônio e abertos à vida, é perfeitamente natural obter os prazeres oriundos da relação sexual.

Quando o prazer sexual é dissociado de seu objetivo primeiro, sendo buscado por si mesmo, ele se torna moralmente desordenado. A masturbação e a pornografia inserem-se nesse contexto. São, portanto, ofensas à castidade.

A masturbação pode ser definida como “a excitação voluntária dos órgãos genitais, a fim de conseguir um prazer venéreo. Na linha da tradição constante, tanto o magistério da Igreja como o senso moral dos fiéis afirmaram sem hesitação que a masturbação é um ato intrínseca e gravemente desordenado” (CIC 2352) A pornografia, por sua vez:

“consiste em retirar os atos sexuais, reais ou simulados, da intimidade dos parceiros para exibi-los a terceiros de maneira deliberada. Ela ofende a castidade porque desnatura o ato conjugal, doação íntima dos esposos entre si. Atenta gravemente contra a dignidade daqueles que a praticam (atores, comerciantes público), porque cada um se torna para o outro objeto de um prazer rudimentar e de um proveito ilícito. Mergulha uns e outros na ilusão de um mundo artificial. É uma falta grave.” (CIC 2354)

O mundo moderno está mergulhado no hedonismo, ou seja, o homem deve buscar de maneira incessante o próprio prazer, pois este seria o bem supremo. Nessa busca hedonista, a pessoa é empurrada para as mais bizarras práticas. Há um bombardeio da mídia, da internet para que cada vez mais o ser humano consuma pornografia e entregue-se a todo tipo de prazer sexual.

Cada vez mais o homem é levado a crer que a castidade é algo impossível de ser vivido, inatingível. Homens, mulheres, jovens e até crianças não acreditam mais na amizade entre a Criação e Deus. Por isso, entregam-se ao prazer desenfreado – aprendem até mesmo na escola – e são estimulados a práticas cada vez mais degradantes, indignas e vazias de satisfação sexual. Na verdade, não existe satisfação, mas tão-somente um desespero, uma busca insana por algo que jamais será encontrado.

Embora sejam situações diferentes, tanto a masturbação quanto a pornografia são intrinsecamente más, ou seja, não existe justificativa para a prática delas. A pessoa que as comete está em pecado grave e, portanto, não pode comungar. Isso não quer dizer que a Igreja vire as costas para ela, pelo contrário, havendo um desejo de conversão e arrependimento pelo ato que rompe a amizade com Deus, oferece o salutar remédio que é o sacramento da confissão. Além disso, o Catecismo diz que:

“Aquele que quer permanecer fiel às promessas do Batismo e resistir às tentações empenhar-se-á em usar os meios: o conhecimento de si, a prática de uma ascese adaptada às situações que se encontra, a obediência aos mandamentos divinos, a prática das virtudes morais e a fidelidade à oração. ‘A castidade nos recompõe, reconduzindo-nos a esta unidade que tínhamos perdido quando nos dispersamos na multiplicidade.’” (CIC 2340)

A alma mergulhada nestes tristes vícios deve se recordar que só será saciada quando repousar no Criador toda angústia e vazio, portanto, deve fazer um esforço maior ainda para reatar os laços de amizade com o Ele, pois, somente Nele toda desesperança será aniquilada, posto que é Ele o sumo Bem, o Amor.

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