PhotoDNA: Gmail faz scan de fotos de pornografia infantil com app Microsoft (Techtudo)

PhotoDNA - Gmail faz scan de fotos de pornografia infantil com app Microsoft

Um homem foi preso nos Estados Unidos acusado de guardar fotos de pornografia infantil em sua conta do Gmail. As autoridades conseguiram identificá-lo após uma denúncia feita pelo próprio Google, que alertou agências de Proteção à Criança do país e que, por sua vez, avisaram a polícia local.

Para obter essa identificação, a gigante de buscas usa uma tecnologia desenvolvida pela Microsoft, que identifica as fotos. O aplicativo, chamado PhotoDNA, é capaz de detectar imagens de abuso sexual de crianças através de um cálculo matemático, que permite o reconhecimento da imagem, mesmo que alterada digitalmente.

O software foi doado pela Microsoft para o NCMEC (“Centro Nacional de Crianças Perdidas ou Exploradas”, na tradução em inglês) em 2009 e desde então é usado pela polícia e por outras redes como Facebook e Twitter com o mesmo objetivo.

Embora a tecnologia ajude a conter o avanço da pornografia infantil, ela ainda possui algumas falhas. O aplicativo é dependente de um banco de dados para identificar as imagens, o que significa que fotos novas que não estejam catalogadas não podem ser detectadas.

Outro problema está na privacidade do usuário. A única forma de usar o PhotoDNA no Gmail é escaneando o conteúdo de todas as mensagens enviadas e recebidas. Desde a sua criação, o serviço também é utilizado como uma forma de personalização, em que filtra anúncios relevantes para cada usuário.

Por outro lado, o Google garante que todas as denúncias se resumem a pornografia infantil, portanto, qualquer outro tipo de crime combinado através do Gmail, tem grandes chances de não ser detectado.

A lei dos Estados Unidos prevê que provedores de serviços como o Google denunciem casos de suspeita de abuso sexual assim que eles forem identificados, mas não pede que eles procurem ativamente pelo material como faz o PhotoDNA.

Termos de uso atualizados

Segundo um porta-voz do Google, todas as empresas de Internet tem que lidar com esse problema. “É por isso que a companhia busca remover e denunciar o conteúdo ilegal de todos os seus serviços”, aponta.
Segundo o site de buscas, mais de 400 milhões de mensagens são escaneadas por dia. Isto só é possível com o consentimento do usuário, obtido quando ele concorda com os termos de serviço do Gmail ao se cadastrar.
Em abril, as normas de uso do Gmail foram atualizadas para incluir um trecho que explica como é feita a análise.

“Nossos sistemas automatizados analisam o seu conteúdo (incluindo e-mails) para fornecer recursos de produtos pessoalmente relevantes para você, como resultados de pesquisa customizados, propagandas personalizadas e detecção de spam e malware. Essa análise ocorre à medida que o conteúdo é enviado e recebido, e quando ele é armazenado”, diz o texto oficial.

>Ver artigo original.

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