Mulher processa Face por nudez ‘roubada’ (Diarioweb)

Mulher processa Face por nudez roubada

Uma mulher de 25 anos, moradora de Uchoa, ingressou com ação na Justiça contra o Facebook, por ter permitido a publicação de fotos dela nua em um perfil falso, também com o nome dela. A ação, protocolada na 3ª Vara Cível de Rio Preto, pede o pagamento de indenização por danos morais de R$ 14.480. A vítima suspeita que as fotos tenham sido postadas pelo filho de uma vizinha, de 17 anos – que frequentava a casa dela e tinha acesso ao seu computador. O rapaz teria aproveitado para copiar as imagens, que foram publicadas em um perfil falso. Ela contou que tomou conhecimento das publicações quando uma amiga, no final de maio, mostrou a publicação.

“A partir daí, minha vida se tornou um pesadelo, um verdadeiro inferno. Eu tirei as fotos para revelar e presentear meu marido, mas isso está prejudicando meu casamento. Eu não sei se vamos superar essa crise que estamos vivendo. Meu marido se sente humilhado, porque as pessoas apontam e riem dele na rua. Não tenho mais paz”, afirmou a mulher. A vida profissional da vítima também foi prejudicada. Ela afirma que precisou fechar a loja de roupas e artigos variados, que possuia no Centro da cidade. “Era o que me sustentava, mas os clientes sumiram, só entravam na loja homens para me cantar. Não tinha mais como continuar, porque não vendia mais nada. Agora não tenho como trabalhar. Fechei as portas semana passada”, disse.

O processo alega que a publicação das fotos fez com que a vítima passasse a sofrer transtornos psicológicos devido à exposição. “Todo esse sofrimento está sendo transferido para os próprios filhos, porque o estado emocional da autora está a zero, com depressão e muita vergonha diante das pessoas, e sentindo-se humilhada em virtude de circulação de referidas fotografias”, argumenta trecho da ação.

A comerciante, que tem dois filhos, de 6 e 8 anos, e está grávida de cinco meses, sente que a sua honra foi afetada. “As pessoas duvidam de mim, humilham minha família. Não fiz nada de grave. Foi um descuido deixar usar meu computador, mas como o Facebook permite essas coisas, criaram um perfil falso que está destruindo minha vida. Já não saio mais de casa”.

As imagens também, segundo a ação, foram propagadas através do aplicativo de mensagens para celular Whatsapp, que pertence ao Facebook. A petição protocolada em 23 de maio, a mulher busca “a proteção de seus direitos inalienáveis e constitucionais”. Para isso, solicita uma liminar, obrigando que o Facebook ainda retire as fotografias vinculadas na rede social e no aplicativo Whatsapp, sob pena de multa diária de R$ 2 mil.

Em nota, a assessoria de imprensa da rede social no Brasil informou que “o Facebook não comenta casos específicos”. Questionada sobre como funciona a política de privacidade do Facebook para garantir que conteúdos pornográficos não sejam divulgados, a assessoria também não se manifestou.

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