O que você tem a oferecer ao seu marido que a pornografia não tem: Uma mensagem às mulheres (familia.com.br)

Você, esposa, tem uma enorme vantagem sobre a pornografia. Você pode oferecer algo a seu marido que a pornografia não pode.

Lori Cluff Schade

Este artigo foi originalmente publicado no blog “Uniting Couples to Strengthen Families” e republicado aqui com permissão, traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger.

(Nota: ainda que os homens e mulheres possam ferir os seus parceiros com o uso da pornografia, este artigo é direcionado ao casal onde o usuário é do sexo masculino).

Suspirei enquanto sentada em frente a uma cliente impecavelmente vestida e com olhos de corça. Ela estava em prantos explicando como achava que não poderia voltar a se sentir fisicamente segura com o marido de novo depois de descobrir que ele tinha visto pornografia. Enquanto chorava, ela esclarecia: “Como é que eu poderia me sentir próxima dele novamente depois de saber o que ele tem assistido no computador?… Quero dizer… Eu não posso competir com isso… Eu não posso competir com aquelas mulheres”.

Eu respondi de imediato “Nem aquelas mulheres podem competir consigo mesmas” – primeiro porque são falsas imagens, siliconadas, retocadas, realçadas em todas as formas e segundo porque uma imagem pornográfica não satisfaz o indivíduo a longo prazo. É exatamente por isso que o hábito da pornografia não é caracterizado pela busca da mulher perfeita mas pela procura constante por novas imagens projetadas para abastecer uma necessidade insaciável de excitação crescente.

Meu coração doeu por ela enquanto ela soluçava, e eu momentaneamente desejava estar no ano de 1989, antes da internet e de todo esse acesso fácil à pornografia, que tem causado tantos estragos em tantos casamentos. Dei-lhe um lenço de papel, inclinei-me e esperei que ela fizesse contato visual comigo. Eu queria ter certeza de que, quando eu respondi, ela estava sintonizada e emocionalmente regulada o suficiente para me ouvir. Falei devagar e com cuidado para enfatizar a mensagem que eu acreditava, mas que eu sabia que era contra a cultura popular.

Baixei o tom de voz para dar ênfase. “Como uma mulher, eu sei sobre as mensagens prevalecentes que você ouve em torno de si o tempo todo em nossa sociedade movida por imagem. Eu sei que a pornografia está em toda parte e parece sem esperança de mudar. No entanto, devo discordar veementemente com o que você disse, e eu espero que você, ou pelo menos uma parte de você, seja capaz de me ouvir. Devo dizer-lhe que tenho uma visão muito diferente da sua devido ao meu trabalho com casais. Da forma como eu vejo, você realmente tem uma enorme vantagem sobre a pornografia. Você é uma pessoa tridimensional que tem a capacidade de ser uma amiga íntima e amante de uma forma que a pornografia jamais poderia. Em última análise, a pornografia não pode fornecer o que você pode em um relacionamento. Ela deixa seus usuários insatisfeitos. Você tem a vantagem competitiva final sobre a pornografia. O truque é aproveitar essas vantagens.”

Não me entenda mal. Não sou ingênua. Estou profundamente ciente da proliferação e facilidade de acesso à pornografia e à resistência dos usuários ao tratamento. Estou familiarizada com a neurociência explicando algumas das propriedades de reforço poderosas de pornografia na Internet e sua associação com um sistema de pronta-entrega fisicamente gratificante, moldando o cérebro de maneira profunda. Eu tenho visto muitos casos com alguns dos efeitos a longo prazo da sua utilização, e as recaídas que tão frequentemente assolam seus usuários.

No entanto, eu sou resistente em promover o medo que acompanha rotineiramente relatos de uso da pornografia, porque eu acredito que em muitas maneiras nós damos à pornografia mais poder do que ela merece. Opressão e desesperança geram impotência, e em relações de casal, é a morte em forma de desconexão final. Quando as mulheres acreditam que “não podem competir” com a pornografia, muitas vezes se entregam a um assexuado e solitário casamento sem companheirismo e onde se sentem ainda mais vitimizadas.

O cenário típico é aquele onde o marido é flagrado ou informa voluntariamente à esposa que tem visto pornografia. Uma vez que esta é uma traição do compromisso sexual aos olhos de muitas mulheres – e mesmo homens, elas acabam se sentindo profundamente feridas.

Elas não entendem o uso da pornografia. O sentido que encontram é acreditar que, de alguma forma, não são “suficientes” para seus maridos. As mulheres não conseguem uma intimidade física quando há uma preocupação com o que seus maridos têm visto, pensando que eles as estão comparando. Se elas têm se esforçado para aprofundar a intimidade sexual, isso agravará os sentimentos pessoais de fracasso. É tão doloroso, que muitas vezes é o suficiente para desencorajar qualquer tentativa de um relacionamento físico como casal.

Mesmo não sendo culpadas pelo uso da pornografia dos seus parceiros, a desistência muitas vezes aumenta a probabilidade do marido voltar-se novamente à pornografia para aliviar a solidão, o que leva a mais traição e a um ciclo contínuo. Ambos os parceiros acabam em última análise, sós e isolados, sentindo-se impotentes para encontrar soluções. Os maridos não sabem como consertar a traição passada e as esposas não sabem como voltar a confiar em seus maridos ou sentir que são “suficientes”, tornando o contato sexual muito arriscado.

Eu não quero resumir a dor e a complexidade de um casamento em um histórico de uso da pornografia. Estas situações são profundamente pessoais e intensas, altamente diferenciadas, e muitas vezes ligadas a traumas e outros impedimentos sexuais. No entanto, eu acredito que seja um passo em direção à cura quando as mulheres percebem o quanto elas têm para oferecer a seus parceiros em longo prazo que a pornografia não pode oferecer. Em certo sentido, eu tenho a esperança de que as mulheres consigam ter o seu poder de volta. Não quero com isso afirmar que responsabilidade da cura seja das mulheres, mas para ajudá-las a acessar a esperança de que a recuperação é possível, e para aumentar o reconhecimento do seu valor único em relacionamentos de longo prazo.

Aqui está uma lista rápida e meio de improviso de algumas coisas que um parceiro empenhado real pode fornecer em um relacionamento que a pornografia não pode:

  • Palavras de tranquilidade.
  • Uma discussão intelectual sobre uma ideia.
  • Uma caminhada juntos.
  • Uma partida de tênis.
  • Um passeio de bicicleta.
  • Uma massagem no ombro.
  • Um elogio sincero e espontâneo.
  • Uma piada que só os dois entendem.
  • Uma lista de lembranças significativas.
  • Um álbum de fotos dos velhos tempos.
  • Verdadeira amizade.
  • Contato pele a pele, promovendo a liberação de hormônios específicos “de ligação.”

Minha experiência me leva a crer que os homens e as mulheres em última instância querem se sentir emocional e fisicamente conectados a seus parceiros ao longo prazo. No entanto, com o fluir da vida, os parceiros muitas vezes se distanciam, e quando a pornografia é acessada por um dos dois, a traição faz parecer quase impossível encontrar o seu caminho de volta à conexão. Eu sei que é doloroso, mas desistir não é a resposta.

Realmente, como um primeiro passo, temos de parar de dar à pornografia tanto poder.

A pornografia não irá de maneira alguma melhorar a qualidade global das relações sexuais, mas sim diminuí-la. Estamos tão inundados com imagens sexuais que grande parte do mistério que historicamente alimentava a emoção está ausente. Nesse aspecto, todos somos vítimas, homens e mulheres igualmente.

Podemos melhorar nossas relações, dando ênfase aos aspectos únicos da proximidade real, de que a pornografia carece completamente. Os casais também podem começar a gerar novas conversas e novas experiências em conjunto, a fim de unirem-se contra a pornografia, deixando-a para trás.

Mais uma vez, o caminho pode ser longo e pedregoso e, provavelmente, tortuoso, mas há um caminho de volta para a recuperação.

Escolha um item da lista acima e comece hoje mesmo a resgatar de volta seu poder de relacionamento! Exerça o seu poder de uma forma que a pornografia não pode.

Ver artigo original.

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