Seus filhos longe da pornografia infantil (Globo Extra)

Por: Victor Poubel

O artigo anterior, “A pornografia infantil na sua casa”, intentou sensibilizar o leitor para um problema que incomoda a comunidade internacional, representando uma ameaça ao bem-estar e ao futuro de inúmeras crianças e adolescentes no mundo. Aprofundaremos um pouco mais sobre este tema, carreando informações para evitar surpresas desagradáveis em seus lares.

Cediço que muitas pessoas só despertam para um determinado problema quando ele bate à sua porta. O uso seguro e responsável da Internet é salutar e trouxe inúmeros benefícios, no entanto, a pornografia infantil veio de contrapeso e não podemos descuidar. Todas as crianças e adolescentes, independentemente de origem, raça ou classe social, podem ser vítimas de pedófilos e abutres sexuais virtuais, e adquirirem seqüelas física, emocional ou mental para o resto da vida.

Estes pervertidos utilizam várias maneiras para entrar em sua casa virtualmente e cativar seus filhos com o único intuito de obter cenas de sexos ou imagens sensuais. Geralmente, adotam identidade fictícia (às vezes, adultos simulam serem menores de idade), se utilizam de salas de bate-papo (chats) e sites camuflados com temas infantis ou sobre celebridades, aproveitando-se de um momento ingênuo de navegação como um simples fazer de lições escolares.

Os jovens não são afetos a cuidarem de sua privacidade somente se importando quando “a casa já caiu”. Não é raro, a armazenagem imagens íntimas em equipamentos pessoais ou exporem em demasia suas vidas na Internet. Com essa brecha, aproveitam-se os pedófilos e os ciberabusadores (abutres) que, inicialmente, buscam travar diálogos para angariar a intimidade e a confiança de crianças e adolescentes. Em seguida, fingem-se amigos para quebrar barreiras familiares e impulsionar a produção de imagens e vídeos, ou mesmo, viabilizando sua participação em atos sexuais, passando a idéia de que tudo isso é normal.

Os abutres virtuais podem ser mulheres ou pessoas jovens. Estudos revelam, porém, que são tipicamente homens adultos, pertencentes a diversas classes sociais, grupos étnicos e religiões, que colecionam, comercializam ou trocam as imagens e vídeos com cenas de sexo através de sites comumente hospedados em países estrangeiros, como a Rússia, para evitar o rastreamento pela ação da polícia.

Impende assinalar que observar o comportamento de seus filhos em casa e o desempenho escolar é essencial para detectar qualquer mudança. Anomalias comportamentais oriundas por uma excessiva carga emocional negativa podem levar a sintomas como a depressão, baixa na auto-estima, e falta de confiança em si mesmo. Muitas vítimas têm vergonha, medo da reprimenda familiar ou da humilhação perante amigos, com isso, tentam esconder ao máximo seu problema, o que facilita a ação dos pedófilos e abusadores (abutres).

Portanto, pais e professores exercem um papel fundamental na precaução desse mal. A dica principal é não ignorar que isso acontece, travando sempre um diálogo franco e orientativo. Monitorar os acessos à Internet, limitar o tempo de uso, saber quem são os amigos dos filhos e acompanhar a rotina diária são de bom alvitre.

Quanto às crianças e adolescentes seguem outras dicas: ao se deparar com esse problema, conversem com seus pais ou professores; nunca compartilhem arquivos, vídeos ou imagens sexuais; nunca façam “selfies” em posição erótica, com roupas íntimas, ou desnuda, principalmente, armazenado-as em smartphones; atentem às suas postagens pessoais nas redes sociais; desconfiem de pessoas estranhas que tentam se aproximar pelas redes sociais e iniciar conversas através de salas de bate-papo.

Dito isso, espero ter contribuído para chamar a atenção do leitor e da sociedade brasileira para uma mazela do mundo moderno, todavia, que ainda permanece sob nosso controle bastando não bobear.

>Ver artigo original.

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