A pornografia mata o amor (Christo Nihil Praeponere)

Frouxidão, egoísmo e imaturidade. São apenas alguns dos efeitos colaterais da pornografia. Tirando dos jovens a própria liberdade e alegria de viver, a droga produz indivíduos doentes e depressivos, incapazes de viver por um grande ideal ou cultivar relacionamentos saudáveis. Quais são as consequências sociais do consumo de pornografia? Como essa droga influencia – e destrói – vidas, amizades, namoros e até mesmo casamentos?

Nesta aula, serão apresentados os efeitos psíquicos e sociais da pornografia e da masturbação, principalmente a partir do testemunho de Joseph Sciambra, um ator pornográfico homossexual que se converteu à fé católica. Em seu livro Swallowed by Satan [“Engolido por Satanás”], Sciambra faz um relato impressionante de como Nosso Senhor o salvou “da pornografia, da homossexualidade e do ocultismo”.

Tudo começou no norte da Califórnia, onde Joseph nasceu, em 1969. Enquanto o movimento homossexual criava um “bairro gay” no distrito de Castro, em San Francisco, o rapaz crescia, folheando revistas pornográficas desde a mais tenra idade. Embora fosse mandado para colégios católicos desde o jardim de infância, a educação liberal que recebia naqueles anos pós-Concílio Vaticano II não tinha nada a ver com a verdadeira fé da Igreja. Sciambra cresceu sem fé, pois sequer sabia quem era Jesus Cristo.

Nessa situação trágica, já viciado em pornografia heterossexual, Joseph foi atrás de sexo mais e mais “emocionante”. À procura de descargas de dopamina cada vez maiores, ele começou a consumir material homossexual. Esse é, na verdade, um roteiro muito comum entre os dependentes de pornografia. Como o cérebro da pessoa vai ficando “dormente” aos conteúdos softcore, o adicto busca drogas cada vez mais pesadas: da mera nudez e sexo heterossexual, passa ao sexo contra a natureza, até relações violentas e fetiches absolutamente abstrusos. Um abismo atrai outro abismo e coisas que são extremamente repugnantes a qualquer pessoa normal vão se tornando aceitáveis e até atraentes.

Com 19 anos, então, Joseph passa a frequentar o distrito de Castro e, no convívio com um homem mais velho, que se torna seu amante e começa a filmar suas performances sexuais, ele entra mais fundo no mundo da pornografia, agora como ator. Como, em suas palavras, o ser humano não é capaz de ficar sem acreditar em nada, Sciambra mergulha no oculto: do esoterismo new age, chega ao próprio satanismo. Gravando cenas sexuais cada vez mais extremas e perigosas, porém, ele é acometido por sérios problemas médicos e se encontra à beira do fim. Em uma “experiência de quase-morte” (near-death experience, em inglês), Joseph se vê às portas do inferno, escoltado por dois demônios. Desesperado, ele clama o auxílio de Deus, que lhe dá a oportunidade de voltar à vida.

Depois desse acontecimento e de uma longa jornada de conversão, Sciambra refez o caminho rumo à Igreja Católica. Em seu apostolado na Internet, ele conta como “desceu aos infernos” e, agora, leva uma vida de fé e castidade. Hoje, o rapaz que passou boa parte de sua juventude à procura de outros homens tem em São José o seu modelo de pureza e masculinidade.

Em um vídeo postado no YouTube, intitulado Dead Gay Porn Stars Memorial, Joseph Sciambra faz memória de vários atores pornográficos homossexuais, muitos mortos por AIDS, suicídio ou overdose de drogas. Na Internet, ainda há muitos outros vídeos semelhantes, revelando o fim terrível que têm muitas “estrelas” pornô e o segredo sujo por trás dessa indústria de moer carne humana. Pesquisas comprovam, por exemplo, que 75% dos atores pornográficos são dependentes químicos e 88% das imagens encenadas por eles são verbalização de violência. Também são conhecidas várias histórias de atrizes pornográficas que, tendo conseguido sair deste mundo – no qual eram tratadas realmente como animais –, trazem até hoje, no entanto, as lembranças dolorosas de seu passado. Os produtores desses filmes, preocupados apenas em conseguir mais dinheiro, contratam médicos que só querem saber de melhorar o desempenho sexual dos atores, enquanto a sua saúde definha, até a morte.

Esse vídeo – assim como os outros, na mesma linha – constituem ocasião para uma meditação. Ao olhar para aqueles jovens, com os olhares tristes, como que mortos em vida, permita perguntar-se onde eles estão e em que estado de alma morreram. Qual a possibilidade de essas pessoas estarem, agora, no inferno? Para quem assistiu a eles, todavia, tantas tragédias custaram apenas um clique. Um clique que ceifa vidas humanas, alimenta a cruel e impiedosa indústria pornográfica e, sobretudo, lança as almas – tanto as de quem produz, quanto as de quem consome – na perdição eterna.

Já em vida, porém, a pornografia deixa sequelas emocionais seriíssimas nas pessoas, de modo que se pode dizer que ela realmente mata a capacidade humana de amar. Olhando para o homem, é possível notar algo que o distingue de todos os animais: a capacidade que ele tem de se contrariar. Os animais podem ser contrariados – quando, por exemplo, um macho deseja uma fêmea, mas outro, mais forte que ele, o impede de acasalar –, mas não são capazes de fazer isso voluntariamente, pelo bem do outro, como o homem é capaz.

Com o vício, todavia, essa capacidade humana fica tremendamente comprometida. A pessoa que vê pornografia excessivamente e se masturba com frequência perde a própria força de vontade. Na medida em que cresce a dependência, as pessoas chegam a se masturbar sem sequer sentirem prazer. Como, para proteger o organismo, os receptores dos neurônios bloqueiam a passagem de dopamina, cada ato sexual é cada vez menos satisfatório. É por isto que, depois de uma “farra masturbatória”, os jovens ficam extremamente nervosos: já que não conseguiram o prazer fácil que desejavam, eles se iram. Há vezes em que essa ira fica contida, transformando-se em uma espécie de tristeza – trata-se da acídia, a ser abordada na terceira aula.

Fechadas em si mesmas e transformadas por uma visão completamente distorcida de sexualidade, as pessoas chegam a se tornar incapazes de uma relação sadia com os outros. O próprio relacionamento conjugal é abalado. Aos esposos adictos se seguem esposas tristes e inseguras. As mulheres veem, com toda a clareza, que não conseguem ter a beleza das atrizes pornográficas, que têm o seu corpo baseado em mentiras, cirurgias plásticas e montagens de computador. Os maridos, por sua vez, acostumados à ilusão inventada pela indústria pornográfica, passam a sofrer de problemas como impotência e disfunção, prejudicando deveras o seu casamento.

A pornografia realmente mata o amor, desumaniza o ser humano. Que tenhamos, pois a coragem de assumir a doença e buscar a restauração. Corações ao alto!

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