SEXO VIRTUAL E PROSTITUIÇÃO
(Guilherme Nucci)

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Atualmente, não se pode deixar de lado é o incremento do denominado sexo virtual, sob variadas formas. Adultos se põem à frente do computador para participar de salas de bate-papo, onde são capazes, inclusive, de ter prazer sexual físico. A atividade online proporciona o relacionamento sexual em tempo real e muito disso é mediante pagamento, vale dizer, prostituição virtual.

Não bastasse, há os organizadores de vários sites na internet, que promovem a prostituição, divulgam, favorecem nitidamente, mas nunca são incomodados pelas autoridades. Prefere-se investir contra uma miserável casa de prostituição, do que em face do comércio sexual avançado, caro e disponível 24 horas pela rede mundial de computadores.

Sabe-se, por certo, que a casa de prostituição permite ao cliente ter o contato sexual com a prostituta ali mesmo, enquanto, pelo site, promove-se a aproximação entre cliente e prostituta (o). Ora, os tipos penais, que cuidam da punição aos proxenetas, consideram criminosas as condutas de favorecer, de qualquer modo, a prostituição, bem como fazer-se sustentar em razão dela. Os empresários dos sites de divulgação exclusiva da prostituição não se sustentam por conta dessa atividade? Não lucram com isso? Não favorecem a prostituição? Mas, não são punidos. Não são nem mesmo investigados.

Essa contradição da sociedade no trato com a prostituição revela o descompasso até mesmo dos julgamentos morais, pois se tolera a divulgação do comércio sexual em rede mundial de computadores, enquanto permanece crime manter um local para contatos sexuais pagos.

Trecho extraído da obra “Prostituição, Lenocínio e Tráfico de Pessoas”

>Ver artigo original.

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