A pornografia me ensinou o que é amor (Destrave)

091115_destrave

A pornografia me ensinou o que é amor. Amor de aluguel. Amor de papel. Amor de… bem, isso é qualquer coisa, menos amor

Por Frederico Guimarães

Parece estranho, mas sim, a pornografia me ensinou e tem ensinado a muitos jovens o que é o amor. Com ela aprendi a diferença entre amar uma pessoa e consumir o seu corpo. Aprendi a “amar” meus desejos e satisfazê-los, seja como for. Aprendi a “amar” a mim, meu umbigo e meu pênis. Aprendi.

Como libertar-se do vício da pornografia?

É assim que nossa juventude tem aprendido a amar. Seja em sites e filmes ou em cada cena de novela, a pornografia explícita é cada dia mais normal, mais usual, virou proposta pedagógica de alguns pais para ensinar sexualidade a seus filhos. Assim, vamos vivendo e amadurecendo. Somos levados a crer que as relações duradouras são as que têm boa cama e que o amor é expresso nas vezes que atingimos o clímax sexual. A pornografia me ensinou o que é amor. Amor de aluguel. Amor de papel. Amor de… bem, isso é qualquer coisa, menos amor.

Quando percebi como somos condicionados, eu me vi cercado: por um lado, o mundo sexualizado; por outro, a pornografia nos ensinando a amar. Não é preciso muito para ver que esses lados se aproximavam, como nos filmes americanos, quando as paredes se movem. Sabemos bem o que acontece com quem fica no meio delas.

Foi aí que a pureza, como um “preguinho salvador”, calçava um dos lados e o impedia de prosseguir com o iminente esmagamento. Ao me deparar com a beleza que ela traz e com o escudo que se torna, vi que havia uma esperança, havia um caminho.

A pureza pode estar bem démodé para alguns, mas para os que entendem sua beleza é como dar à sua noiva um belo anel de diamantes ao pedi-la em casamento: clássico e lindo! É ela, e somente ela, quem pode nos apontar o caminho para o amor. Ela não é a bruxa má que proíbe tudo ou a madrasta que impede a felicidade instantânea. Ela é o lenhador, que, no último instante, retira-nos das entranhas do devorador. É ela quem guarda o amor do egoísmo e de todas as outras doenças sexuais corruptíveis.

Ao conhecer a pureza, conheci os olhos da minha namorada, o sorriso dela e seu jeito de falar, também seu jeito de dançar quando come algo gostoso e as expressões céticas a cada caso médico mal explicado em testemunhos por aí. Na pureza, conheci seus sonhos de ter filhos e percebi que não era tempo de treinar fazê-los, mas de treinarmos para sermos bons pais, e isso passa longe da cama. Ao entender a pureza e sua função protetora, pude olhar com outros olhos para a mais bela criação de Deus: a mulher. Pude ver em cada rosto belo e em cada corpo desenhado a mão de Deus e a beleza contida antes n’Ele. Contemplei a dignidade de filha e quis engrandecer o nome do Criador por tamanha beleza. Mais que isso, entendi que essa beleza foi feita para ser zelada, cuidada e guardada, não consumida. Eu devo ser aquele que protege e não que destrói.

Sendo assim, somos levados a entender que a pornografia nos ensina a amar a nós mesmos; já a pureza nos leva a amar o outro. A pornografia nos leva a consumir; a pureza, a guardar. A pornografia nos faz querer nos engalfinharmos; a pureza a nos relacionarmos. A pureza nos traz de volta o olhar que a pornografia roubou e o sentimento que não existiria se eu visse apenas bundas, pernas e peitos.

Se a pornografia também lhe ensinou tantas coisas, ore a Deus para que a pureza o reeduque. Que o Senhor possa suscitar em seu coração o verdadeiro sentimento roubado pelo sexo explícito e descontrolado. Peça a Deus que a pureza e a claridade do Seu Santo Espírito possa, antes de mais nada, trazer de volta a condição original: imagem e semelhança de Deus. Que Ele lhe traga primeiramente o dom de amar a pureza.

>Ver artigo original.

Facebooktwittergoogle_plusredditpinterestlinkedinmail

Comentarios:

AlphaOmega Captcha Classica  –  Enter Security Code
     
 

*