A atriz que está desmascarando a indústria pornográfica
(Christo Nihil Praeponere)

A atriz que está desmascarando a indústria pornográfica

Depois de oito anos estrelando filmes adultos, Shelley Lubben abandonou tudo para começar uma nova vida. Hoje, ela trabalha resgatando pessoas da pornografia e revelando a verdadeira face dessa que é uma “indústria da morte”.

“Se a pornografia é tão ruim quanto alguns dizem ser, por que há tantas pessoas trabalhando nisso?”

Há, evidentemente, muitas respostas para essa questão. Algumas mulheres fazem-no por desespero, porque precisam de dinheiro; muitas – se não a maioria – foram abusadas sexualmente; outras, ainda, foram enganadas pela mídia e levadas a acreditar que a indústria pornô seria um empreendimento sexy e cheio de glamour.

Mas, para descobrir em primeira mão qual é realmente a experiência das mulheres dentro da indústria pornográfica, nada como conhecer a história de alguém que experimentou na carne como é ser uma atriz pornô.

Shelley Lubben era estrela de filmes adultos nos anos 1990 e entrou nesse mundo muito cedo, como prostituta. “Trabalhar com sexo é um círculo vicioso”, ela conta ao repórter Jonathon van Maren, do sítio americano LifeSiteNews.com. “Depois que eu me destruí na prostituição, mentiram para mim que eu ficaria livre de DSTs e que eu faria muito dinheiro. Eu era mãe solteira, então, que diacho!, por que não fazer sexo em frente a uma câmera? Mas, absolutamente, foi a coisa pior e mais horrível na qual eu me envolvi em toda a minha vida.”

“Eu fui criada pela televisão”

No começo, Lubben pensava que, diferentemente da prostituição, onde maior parte dos homens não queriam usar preservativos, a indústria pornô pelo menos a manteria segura de DSTs. Mentira, não havia segurança nenhuma porque, como ela revela, a indústria do sexo toda está cheia dessas doenças.

“Nós não usávamos camisinha nos filmes pornô. Não são permitidos preservativos, somos forçadas a fazer sexo sem proteção – e eu nem seria capaz de avaliar a quantidade de pessoas que alteram os seus testes de HIV. (…) Nós sabemos que a maioria dos artistas pornô tiveram uma DST uma vez ou outra, e estima-se que a maioria deles tenha herpes. Não são feitos testes para herpes, então todas essas pessoas estão envolvidas em muitas doenças.

O próprio Departamento de Saúde Pública de Los Angeles vem fazendo uma monitoração e eles apareceram com milhares e milhares de casos de clamidíase e gonorreia. Eles são o maior grupo na Califórnia a ter tantas DSTs. Então, quando as pessoas consomem pornografia, elas estão contribuindo para o tráfico sexual, elas estão contribuindo para as DSTs, estão contribuindo com pessoas que são, em sua maioria, dependentes de álcool e drogas. Estou falando da maioria. Nem toda estrela pornô é viciada em drogas, mas a maioria é. E, só para dizer, quando eu passei pelo tratamento de recuperação, eu estava com transtorno de estresse pós-traumático. Eu tive todo tipo de desordens, traumas sérios.”

Como terminou se envolvendo com as indústrias de exploração sexual, é ela mesmo quem explica:

“Bem, eu fui abusada sexualmente com nove anos de idade por um adolescente e sua irmã. Experimentei atividade heterossexual e homossexual muito chocante com uma idade muito precoce. Ao mesmo tempo, eu fui criada pela televisão – eu era livre para assistir a filmes adultos, de terror e de conteúdo sexual. Basicamente, eu aprendi o que eram amor e sexo dos abusos e da negligência dos meus pais, porque eles simplesmente permitiam que assistíssemos a essas coisas.

Assim que eu cresci, revoltei-me com a ausência do meu pai na minha vida e comecei a procurar sexo com garotos porque eles diziam que me amavam. Então, eu criei esse ciclo na minha cabeça: de que eu seria amada se tivesse sexo com uma pessoa. Meu pai me chutou para a rua por isso, e eu terminei em San Fernando, Los Angeles, onde um cafetão me atraiu, e eu era muito ingênua. Na verdade, eu era rebelde, não ingênua. Ele me comprou por 35 dólares e, então… Você sabe, eu tive que escapar dele fisicamente, porque ele se tornou muito abusivo, e então uma ‘madame’ me achou e foi onde tudo começou.”

“Todo o mundo está anestesiado”

Uma vez dentro do sistema, Lubben ficou presa num ciclo de degradação e destruição:

“Eu odiava a prostituição, me sentia culpada. Então, comecei a fazer striptease para sobreviver. Eu não tinha educação alguma – a maioria dessas meninas que entram na pornografia não têm realmente uma educação, talvez haja algumas que digam ter diploma, mas eu nunca vi nenhuma –, mas a maior parte das garotas não vêm de famílias, digamos, muito saudáveis, de onde elas saiam com uma boa auto-estima. Na verdade, eu nunca encontrei estrelas pornôs com famílias realmente saudáveis. Isso não significa que elas não existam, mas provavelmente elas existem na mente delas, porque, é claro, elas vão querer dizer que o trabalho com sexo as ’empoderou’, porque, na verdade, se você não pode com seu inimigo, você acaba se juntando a ele. Você não quer que as pessoas pensem que você é fraca quando você está na pornografia; você quer agir como se amasse o que faz, como se amasse ser violentada e ser chamada de nomes degradantes. Tudo não passa de um monte de mentiras. Pessoas fazem filmes pornô porque precisam do dinheiro e a maioria delas não tem outras opções ou educação.”

A indústria pornô é obscura, má e incrivelmente violenta. É o que apontam as estatísticas e é o que Lubben percebeu na sua experiência:

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