Rio 2016: governo faz acordo contra turismo sexual e trabalho infantil (G1)

Rio 2016: governo faz acordo contra turismo sexual e trabalho infantil

Foto: Henrique Coelho/ G1

Ministério do Trabalho e Previdência Social assinou acordo esta terça (19). Cento e vinte mil pessoas trabalharão nas Olimpíadas e Paralímpiadas.

O Ministério do Trabalho e Previdência Social assinou, nesta terça-feira (19), com entidades de classe dos setores de turismo, comércio e serviços, um compromisso nacional para aperfeiçoar as condições de trabalho no setor de turismo e hospitalidade durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016, entre agosto e outubro.

Cento e vinte mil pessoas, de acordo com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rosseto, devem trabalhar na estrutura dos jogos. A maior parte dos contratos terá duração até o final das competições.

“Vamos respeitar todas as relações de trabalho. Queremos que as empresas e sindicatos componham uma estrutura para fiscalizar essas relações”, explicou Rosseto.

Entre as prioridades, está a criação de campanhas de combate ao trabalho infantil e a exploração sexual. A medida vale para as seis capitais brasileiras que receberão atividades dos jogos: alem do Rio, estão previstos jogos de futebol para São Paulo, Belo Horizonte, Manaus, Brasília e Salvador. As campanhas de combate ao trabalho infantil e à exploração sexual devem começar, no mínimo, trinta dias antes dos Jogos Olímpicos.

Foi assinado também o compromisso nacional para a prevenção, acompanhamento e busca de soluções para conflitos trabalhistas.

Os compromissos entram em vigor a partir desta terça-feira (19) e terá vigência até 60 dias depois do fim dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

“Nosso compromisso é integral com esses preceitos. Não vamos tolerar o turismo sexual, o trabalho infantil e o trabalho desrespeitoso com jovens e adultos. Temos que mostrar que somos capazes de realizar um evento como esse, respeitando o trabalho de quem o faz acontecer”, explicou o Ministro. A greve nacional dos auditores fiscais, segundo ele, deve ser resolvida antes dos Jogos. Os trabalhadores estão em greve desde agosto de 2015.

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