Cinco celebridades de Hollywood que falam contra a pornografia
(Sempre Família)

Cinco celebridades de Hollywood que falam contra a pornografia

Eles enfrentam críticas, mas fazem questão de denunciar a exploração e o mal causado por filmes de sexo explícito

A pornografia não é um assunto sobre o qual atores, atletas ou outras celebridades costumam se manifestar. Famosos costumam ser muito cuidadosos com o que dizem na mídia, especialmente quando se trata de temas considerados tabu. Porém, graças às pesquisas científicas que cada vez mais evidenciam os efeitos prejudiciais da pornografia, mais celebridades começam a levantar a voz para falar sobre a dominação da pornografia em nossa sociedade e como isso as afetou pessoalmente.

Aqui reunimos cinco celebridades que publicamente encararam essa questão, dizendo por que se posicionam contra a pornografia.

Terry Crews

Em seu livro Manhood, Terry Crews, astro de filmes como falou abertamente sobre como esteve viciado em pornografia desde os doze anos de idade e como isso afetou profundamente o seu casamento. Em um trecho de uma entrevista no Tom Joyner Morning Show, ele e a sua esposa, Rebecca, com quem é casado há 26 anos, abriram o jogo sobre os efeitos que isso teve na sua vida conjugal:

Terry, você tinha uma coleção de imagens ou era apenas online?

Online. Não era uma coleção, eu era esperto o bastante para não manter nada em casa. Eu estava sofrendo por algum motivo. Eu era um pai e um marido amável e tudo o mais, mas lá no fundo da minha mente eu precisava de algo como a pornografia só para refrescar. É quase como não admitir que você é alcoólatra ou algo assim. Mas a questão é que você não pode viver em dois mundos e eu estava cada vez mais me distanciando de Rebecca. A pornografia é uma assassina da intimidade. Começa construindo um muro. Muitas pessoas se divorciam e não entendem como a separação começou. Rebecca não me flagrou consumindo pornografia. Ela só dizia: “Há algo estranho em você”, e eu enfim tive que admitir que havia um problema. Eu percebi que não conseguia parar.

Recentemente, o ator tem usado seu próprio perfil no Facebook para divulgar vídeos gravados por ele mesmo contra a pornografia. Em 2015, Terry se juntou oficialmente ao movimento #PornKillsLove.

Joseph Gordon-Levitt

No fim de 2013, Gordon-Levitt estreou nas telas como diretor, com Como não perder essa mulher. O filme foi muito discutido na mídia, porque o seu assunto principal era a pornografia.

A produção foi descrita simplesmente como um filme sobre pornografia e muitas pessoas provavelmente o viram por causa disso. Porém, depois de assistir ao filme, muitos perceberam do que realmente o filme tratava: amor, relacionamentos e a sua falsa representação na pornografia.

O filme, escrito, dirigido e estrelado por Gordon-Levitt, mostra Jon, um boa-pinta que não tem problemas com mulheres. No entanto, depois de começar um relacionamento com a garota dos sonhos, interpretada por Scarlett Johansson, ele percebe que está severamente viciado em pornografia e admite que o sexo real e as mulheres reais não podem ser comparados com a pornografia.

Em uma entrevista, falando sobre o seu personagem e a mensagem do filme, o ator disse:

Tudo na vida de Jon é como uma via de uma mão só. Ele não está de fato se conectando com ninguém. É o que acontece com as mulheres que aparecem em sua vida – elas são um item na lista. Ele não escuta, ele só usa. No começo do filme, ele percebe essa insatisfação porque há aquela cena em que ele leva para casa uma moça do bar e a compara com essa lista do que ele gosta de ver em um vídeo pornô. Obviamente, um ser humano real não vai corresponder a isso porque há uma diferença fundamental entre um ser humano e uma imagem em uma tela.

Desde o lançamento do filme, Gordon-Levitt tem falado abertamente sobre como a pornografia retrata de forma negativa as pessoas e os relacionamentos.

Rashida Jones

Rashida Jones levantou a voz para falar dos prejuízos causados pela indústria pornográfica a jovens mulheres. A atriz produziu o documentário Hot Girls Wanted, que estreou no Festival de Sundance em 2015 e causou grande impacto quando foi disponibilizado exclusivamente no Netflix. O filme oferece uma visão crua e profunda da exploração de jovens garotas pela indústria pornográfica na era da internet.

Em uma entrevista, Rashida falou sobre “a diferença entre sexualidade e sexualização”. Ela disse:

As mulheres devem sentir prazer e fazer sexo e se sentir bem com isso – e há muita vergonha envolvida na pornografia. É performativa, é feita para atender a fantasias masculinas. Não tem a ver com o que você sente com isso, você só vai em frente porque está ganhando dinheiro. O “empoderamento” da mulher torna essa conversa complicada, porque você está ganhando dinheiro, então está “empoderada”, mas qual o custo real disso para a sua alma, para a sua psique? Ninguém está ligando para isso ou considerando o custo real, o custo psicológico, o custo emocional, o custo físico para o seu corpo – o trauma que sofre o seu corpo ao fazer sexo para ganhar a vida é algo real.

A atriz também se posicionou conta a cultura pop hipersexualizada, descrevendo-a como “objetificada, sexualizada, performativa”.

Russell Brand

O comediante e ativista fez um vídeo falando dos efeitos perigosos da pornografia e compartilhando as suas experiências pessoais com relação esse tema.

O vídeo já teve mais de dois milhões de visualizações. Brand até mesmo postou outro vídeo respondendo aos comentários do vídeo anterior e esclarecendo ainda mais o tema.

Hugh Grant

Quando o ator Hugh Grant esteve no programa de entrevistas Watch What Happens Live, falou a respeito dos seus três filhos, de seus preconceitos sobre a paternidade e como o seu papel como pai o mudou para melhor. Mas em certo ponto da entrevista, Grant foi questionado sobre quando foi a última vez em que ele viu pornografia.

Grant respondeu na hora: “Ah, eu estou muito orgulhoso disso! Faz uns três anos. É, eu decidi parar.” O entrevistador então perguntou se deixar a pornografia mudou a sua vida para melhor. “Eu agora tenho três filhos. Acho que há uma ligação”, respondeu Grant.

Com informações de Fight the New Drug

Colaborou: Felipe Koller.

>Ver artigo original.

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