UNICEF: 80% dos jovens acreditam que adolescentes correm risco de sofrer abuso sexual online (VIDEO, ONUBR)

Mais da metade dos 10 mil jovens de 18 anos entrevistados pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) em 25 países, incluindo o Brasil, disse que seus amigos utilizam a internet de forma arriscada.

Mais de 60% dos pesquisados valorizam amizades online, mas apenas 36% acreditam que são capazes de identificar se pessoas que conhecem virtualmente estão mentindo ou não.

Em todo o mundo, oito a cada dez pessoas de 18 anos de idade acreditam que os jovens correm perigo de serem abusados sexualmente ou explorados online. No Brasil, essa proporção sobe de 80% para 94%. Mais da metade do público global nessa faixa etária – e 62% dos brasileiros – acha que seus amigos utilizam a internet de forma arriscada.

Os números são de um novo relatório — “Perigos e possibilidades: crescendo online” — do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) publicado nesta terça-feira (7). O levantamento entrevistou mais de 10 mil indivíduos de 18 anos de 25 países, incluindo o Brasil.

Embora o documento revele que adolescentes parecem confiantes quanto à sua própria capacidade de se manterem seguros – 90% dos entrevistados afirmaram que conseguem evitar perigos online –, apenas 36% dos pesquisados acreditam fortemente poder identificar quando as pessoas que conhecem virtualmente estão mentindo sobre quem são.

A percentagem é significativa, principalmente porque cerca de seis a cada dez entre os jovens do relatório disseram que conhecer novas pessoas online é de alguma forma importante ou muito importante para eles.

A proporção é mais alta na África Subsaariana (79%) e no Brasil (72,5%). Já nos Estados Unidos e no Reino Unido, 63% informaram que não é muito importante ou nada importante conhecer novas pessoas online.

A pesquisa do UNICEF revela ainda que 80% dos entrevistados acreditam que sabem como lidar com usuários que fazem comentários indesejados ou pedidos online sobre sexo. No entanto, esse tipo de situação continua causando medo entre a maioria das jovens.

Mais de dois terços das meninas (67%) de todo o mundo concordam fortemente que ficariam preocupadas se recebessem comentários ou pedidos sexuais por meio da internet, em comparação a 47% dos meninos.

Quando ocorrem ameaças online, mais adolescentes procuram seus amigos (83%) do que pais (69%) ou professores (38%), mas menos da metade concorda fortemente em saber como ajudar um amigo enfrentando riscos virtuais.

No Brasil, os jovens expressaram ter mais confiança nos pais e em seus docentes: 83% disseram que contariam aos parentes e 46% a um professor.

Para contribuir com a prevenção da violência online, o UNICEF tem realizado uma campanha para divulgar informações juntos aos jovens e incentivar o uso seguro da internet. A iniciativa é parte do projeto Internet sem Vacilo — uma parceria da agência da ONU com o Google e a organização não governamental SaferNet.

O programa é uma das contribuições do UNICEF aos esforços da Aliança Global WePROTECT, dedicada a acabar com a exploração sexual online de crianças por meio de ações a nível nacional e internacional.

Com o apoio do organismo das Nações Unidas, a Aliança tem pedido aos Estados-membros que estabeleçam respostas coordenadas entre sistemas de justiça penal, setores que promovam o bem-estar infantil e a sociedade civil.

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