Pornografia: Entenda a progressão viciante dessa prática e seu efeito a médio/longo prazo (Blog Carmadélio)

Pornografia: Entenda a progressão viciante dessa prática e seu efeito a médio/longo prazo

Por sua natureza viciante, a fim de se sentir normal um indivíduo normalmente necessita de doses cada vez maiores de pornografia. O tipo de conteúdo que ele busca também evolui. Com o tempo, seu apetite o leva a conteúdos cada vez mais pesados buscando obter o mesmo nível de estímulo inicial.

Você já se perguntou como empresários da indústria pornográfica que cobram pelo seu conteúdo se mantém no negócio quando há tanto pornô disponível grátis? Conforme explica Wendy Seltzer – um advogado e amigo da Yale Law School – a resposta é na verdade muito simples: quando consumidores de pornografia se viciam, eles desejam mais e mais. “Buscar pornografia gratuita apenas faz crescer seu apetite”, diz Seltzer. “Depois de irem fundo no conteúdo gratuito, eles irão mudar para o serviço pago”.

A boa notícia para a indústria pornô é que esse padrão é sempre o mesmo, pois a razão para isso está no cérebro.

Pesquisadores descobriram que usuários se adaptam ao pornô que assistem – eles se acostumam a isso, e o conteúdo deixa de ser estimulante ou excitante. Por que? Porque o mecanismo de resposta ao prazer de seu cérebro se torna anestesiado.

Quando uma pessoa é estimulada por pornografia, seu cérebro libera uma substância chamada dopamina que o faz sentir prazer. Enquanto a dopamina vai pelo cérebro, ela deixa para trás um rastro criado por uma proteína chamada iFosB (a pronúncia é “delta fos b”) que liga a excitação sexual ao ver pornografia. Basicamente a dopamina está dizendo “isso é bom; vamos lembra de como voltar pra cá”, e iFosB vai ao trabalho construindo um rastro no cérebro que facilita para a pessoa fazer isso novamente. Quando isso acontece com hábitos saudáveis é uma coisa boa, mas quando isso acontece com os danosos, pode ser um problema.

O problema é que quando uma pessoa constantemente vê pornografia, o seu cérebro é constantemente exposto a altos níveis de dopamina. Um cérebro humano saudável não é acostumado a isso, então este responde se livrando de alguns receptores de dopamina. Com menos receptores, o usuário não pode sentir os efeitos da dopamina como antes – e de repente, a pornografia que costumava excitar começa a ficar chata.

Muitos pesquisadores acreditam que uma vez que o cérebro do usuário de pornografia começa o processo de cortar receptores de dopamina, para se conseguir o mesmo estímulo e excitação que tinha antes, muitos necessitam de um crescente surto de dopamina; e para obter isso, eles devem buscar mais pornografia, cada vez mais frequentemente, ou consumir material cada vez mais pesado. Entenda, não é apenas estímulo que bombeia dopamina. O cérebro também a libera quando entra em contato com algo incomum, chocante ou surpreendente. Por isso um número consistente de consumidores de pornografia se veem pesquisando por imagens cada vez mais fortes e pesadas. No final, porque eles criaram tão grande resistência ao que os estimulava antes, para se excitarem muitos usuários precisam combinar estímulo sexual com agressividade. Por isso muito do pornô hardcore está repleto de mulheres sendo fisicamente agredidas. Também é a causa de muitos viciados em pornografia repentinamente se verem buscando coisas que antes os causava repulsa ou que costumavam ver como moralmente erradas.

Junto ao desejo de material mais pesado, muitos viciados se pegam ansiando por pornografia mais e mais frequentemente. Isso porque enquanto eles estão saturando o seu cérebro com domina, eles também estão estabelecendo níveis maiores de iFosB. Quanto mais iFosB, mais o cérebro do usuário o leva a pornografia, mesmo que ele não goste do material que procura.

Enquanto o vício se acentua, os viciados não apenas se tornam mais impulsivos, tornando mais provável que eles se entreguem aos seus desejos, mas também se tornam menos capazes de lidar com uma situação estressante sem recorrer a pornografia como válvula de escape.

E quanto mais eles recorrem a esse hábito, mais profundos se tornam os caminhos no cérebro que os levam de volta, tornando cada vez mais difícil a quebra do círculo.

Fonte: Fight The New Drug via Homem Católico

>Ver artigo original.

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