Jovens aliciadas para prostituição eram escravas sexuais e mantidas em cárcere
(O DIA)

Jovens aliciadas para prostituição eram escravas sexuais e mantidas em cárcere

Segundo relatos, as seis meninas só saíam do apartamento em frente ao Parque Olímpico na presença de aliciadores

Rio – As seis adolescentes que foram aliciadas para se prostituírem em apartamentos no condomínio Villas Barra, que fica em frente ao Parque Olímpico, em Curicica, na Zona Oeste, eram mantidas em cárcere privado. Segundo informações da delegada titular da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (DECAV), Cristiana Bento, as jovens só podiam sair na presença de um dos aliciadores, que estão foragidos da Justiça.

Ainda segundo Cristiana, uma mulher foi contratada para cuidar da casa e da alimentação das meninas e prestou depoimento na especializada. De acordo com moradores do condomínio, elas circulavam no local há cerca de um ano, sempre acompanhadas.

No apartamento foram encontrados muitos medicamentos, testes de HIV e sifilis, caderno de anotações de uma das vítimas, um notebook, 10 celulares, camisinhas, lubrificantes e até um estimulante sexual masculino semelhante ao viagra.

A delegada informou que durante as interceptações a equuipe percebeu que a dupla era bem perigosa, em uma conversa eles disseram que iam mandar matar quem os denunciou.

Nesta quinta-feira a polícia fez uma operação para desarticular uma quadrilha especializada em aliciar adolescentes carentes para a prostituição, em um condomínio em frente ao Parque Olímpico Rio 2016, na Zona Oeste. A ação tem como objetivo cumprir mandados de prisão temporária pelos crimes de associação criminosa e exploração à prostituição e mandados de busca e apreensão.

No condomínio Villas da Barra, os criminosos identificados como Jonathan Alves Mendes, 24 anos e Márcio Garcia de Andrade, de 33 anos, se dividiam em três apartamentos. Enquanto Jonathan ficava em um imóvel no sétimo andar e Márcio Garcia numa cobertura de luxo, as meninas eram colocadas em outro endereço. De acordo com a polícia, quando os agentes chegaram ao local as pessoas não foram mais encontradas.

Os dois aliciadores negociavam os programas e os clientes eram atendidos pelas vítimas, monitoradas 24 horas por câmeras instaladas nos quartos.

De acordo com a investigação, a quadrilha colocou anúncios em redes sociais para atrair meninas que almejassem seguir a carreira de modelo. Os perfis criados no Facebook, no Instagram e no YouTube estão em nome de “Sonhos de modelo” e trazem os requisitos necessários para a profissão: que a idade seja entre 14 e 21 anos; que as meninas tenham um “desejo ardente de ser modelo, atriz ou cantora”; que elas estejam “disposta a aderir a um plano rígido de treinamento profissional e crescimento pessoal”, que estejam “disposta a morar na Barra da Tijuca”, além de exigirem “beleza, delicadeza, classe e talento”.

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