Legado do Rio 2016 é tema no encontro entre a S. M. Rainha Silvia da Suécia, o Comitê Olímpico Internacional e a Childhood Brasil (Childhood Brasil)

Legado do Rio 2016 é tema no encontro entre a S. M. Rainha Silvia da Suécia, o Comitê Olímpico Internacional e a Childhood Brasil

Pela primeira vez na história dos Jogos, a proteção da infância entra na pauta e no projeto de sustentabilidade e legado dos eventos. Uma parceria inédita entre o Comitê Organizador Rio 2016 e a Childhood Brasil possibilitou o planejamento de um conjunto de ações que reduzissem os riscos de ocorrência das violações de direitos humanos de crianças e adolescentes antes, durante e depois dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, além de garantir que essa proteção fosse parte da operação dos eventos.

Após essa bem-sucedida parceria, a Childhood Brasil defende que o tema da proteção da infância deve entrar na pauta de ações globais do Comitê Olímpico Internacional (COI), sendo prioritária e absorvida de fato nas diretrizes de gestão e operação de futuros Jogos.

Em visita ao Rio de Janeiro, a Rainha Silvia da Suécia fundadora da Childhood Brasil, apresentou ao COI as principais ações em parceria com o Comitê Organizador Rio 2016 realizadas no Brasil disponibilizando ao COI o conhecimento da organização e as experiências adquiridas com seus projetos.

O objetivo é que, no futuro próximo, a cooperação entre as duas entidades possa evoluir para o compromisso de que a pauta da proteção de crianças e adolescentes seja considerada prioridade na organização de Jogos Olímpicos. A Childhood Brasil defende que este tema e as ações preventivas e de enfrentamento sejam premissas básicas na escolha das futuras sedes e no planejamento dos eventos nas questões relacionadas à sustentabilidade, impacto e legado.

Legado dos Jogos Rio 2016

A atuação da Childhood Brasil nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016 teve como principais contribuições: facilitar a proteção de crianças e adolescentes como parte da operação dos Jogos; articular ações de comunicação para despertar o olhar das pessoas para a proteção de crianças e adolescentes; além de um legado de proteção da infância que perdure após a realização dos jogos, principalmente, com o engajamento das principais redes hoteleiras.

Além disso, a Childhood Brasil também foi a coordenadora das “Rodadas Temáticas”, que teve a participação de representantes do município e do estado do Rio de Janeiro, representantes do Governo Federal, como a Secretaria de Direitos Humanos, UNICEF e representantes de organizações da sociedade civil e organizações que integram o Comitê de Proteção Integral a Crianças e Adolescentes nos Megaeventos do Rio de Janeiro. Essas rodas possuíram o intuito de abordar a proteção à infância e adolescência à operação do Comitê Organizador Rio 2016, identificando riscos e oportunidades que o evento poderia proporcionar ao país.

Assim, o Comitê de Proteção Integral à Criança e Adolescentes nos Megaeventos do Rio de Janeiro destacou cinco tipos de violação aos direitos da criança e do adolescente comuns aos megaeventos: crianças em situação de rua; exploração sexual; trabalho infantil; o uso de álcool e/ou drogas e crianças desaparecidas. Para cada violação foram estabelecidos fluxos de atendimento e encaminhamento durante o evento, que se perpetuaram até o término dos Jogos Paralímpicos Rio 2016.

A partir de toda essa mobilização, projetos com o intuito de disseminar informação a respeito da proteção à infância também fizeram parte da agenda no país.

Com o Programa Transforma, as possíveis violações de direitos de crianças e adolescentes e as maneiras de enfrenta-las foram abordadas nas aulas dadas pelo projeto; com o Programa Passaporte Verde, houve uma integração da temática da proteção à infância na agenda da viagem sustentável; e pelo Projeto Hospitalidade Rio 2016 com as principais redes hoteleiras foram integradas ao time da proteção à infância, com o incentivo ao engajamento pela causa.

Desta forma, com todos esses esforços concentrados durante o evento no país, surgiu a necessidade de estabelecer que iniciativas como essas sejam integradas à agenda do Comitê Olímpico Internacional para os próximos eventos, além de que a discussão acerca da proteção à infância e adolescência seja perpetuada após o período de competições no país.

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