Vidas que seguem (Bola na Rede RENAS)

Vidas que seguem - Bola na Rede

O clima na cidade do Rio é de despedida. Depois de meses intensos de preparação e execução dos jogos olímpicos e paraolímpicos, a cidade retorna a sua rotina. A Campanha Bola na Rede também finaliza as ações com sentimento de dever cumprido. Oficinas de capacitação, preparação de material de divulgação, parcerias e treinamentos. Tudo foi realizado para atingir a meta de 10.000 pessoas alcançadas. Com as ações de mobilização e conscientização contra a exploração sexual de crianças e adolescentes realizadas por cerca de 900 voluntários e 35 igrejas e organizações, o número dobrou.

A temática foi lançada na sociedade. Estrangeiros e brasileiros puderam saber um pouco mais da triste realidade sobre abuso e exploração de crianças e adolescentes. No entanto, o silêncio foi quebrado. O encorajamento dado pela campanha para o ato de denúncia, ganhou proporções que não se pode mensurar.

Uma senhora com quase 90 anos, confessou “que a primeira vez que sofreu abuso, tinha sete anos. Agora eu posso escolher. Sou adulta e posso escolher quem vai me tocar. A campanha é muito importante. Pois ela faz a gente proteger as crianças e adolescentes. Se a campanha tivesse chegado antes, eu não tinha passado por isso.”

Relatos como esses, ocorrem durante as olimpíadas e as paralimpíadas. Mas foi no período paraolímpico que a equipe Bola na Rede sentiu um clima diferente.

“O clima paralímpico trouxe uma maior sensibilidade interna. Uma pré-disposição para o tema. As pessoas estavam abertas para interagir. Pela chamada dos jogos, estavam mais sensíveis as causas humanitárias. Até os atletas se mostraram solidários a causa. Percebemos uma maior nível de humanidade e não estrelato.” – discorreu Luciana Falcão, membro do comitê BNR que pode abordar e conscientizar o time brasileiro do Futebol de 5.

Mais do que números, a campanha alcançou vidas. Vidas que podem ser protegidas. Vidas que estão conscientes do papel de proteção de crianças e adolescentes, no Brasil e no mundo.

“Ficamos mais sensíveis as pessoas. A campanha deu essa experiência pra gente. Poder ouvir e ter mais calma para abordar ambos os lados (quem sofreu abuso ou exploração e quem não sabe sobre o tema).” – finalizou Luciana.

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