Lusofonia: Bispos católicos alertam para situações de instabilidade social e política (Agência ECCLESIA)

Lusofonia: Bispos católicos alertam para situações de instabilidade social e política

Os bispos lusófonos condenam “condenação das situações de corrupção, de exploração dos mais pobres, do tráfico de seres humanos”.

Responsáveis de sete países de língua portuguesa reuniram-se no Brasil

Aparecida, Brasil, 27 set 2016 (Ecclesia) – Os representantes dos episcopados católicos de sete países lusófonos alertaram hoje para as várias situações de instabilidade social e política nos seus territórios, no final de um encontro de cinco dias que decorreu no Brasil.

Os participantes no 12.º encontro de Bispos Lusófonos manifestam “preocupação pela instável situação social, política e económica em quase todos os países, com consequências na vida dos cidadãos, famílias e instituições”.

O comunicado final do evento, que reuniu 14 participantes na cidade brasileira de Aparecida, sublinha a necessidade de “diálogo com as instâncias políticas e governamentais”, procurando defender “os valores essenciais ligados à vida humana e ao bem comum, à democracia e aos direitos humanos”.

O texto, enviado à Agência ECCLESIA, é subscrito por responsáveis católicos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe.

Os bispos lusófonos condenam “condenação das situações de corrupção, de exploração dos mais pobres, do tráfico de seres humanos”.

O comunicado final apela à “cooperação, intercolaboração e solidariedade” entre as Igrejas dos países lusófonos, tendo em vista a “busca comum da paz e da tolerância, da segurança e do bem-estar”.

Os trabalhos analisar dois textos do Papa Francisco, a começar pela encíclica ‘Laudato Si’, vista como “uma reflexão inovadora e uma mais-valia para a plena compreensão da ecologia”.

Os participantes no encontro de Aparecida realçam a “urgência” de inserir esta temática na “iniciação cristã e formação contínua”.

Outro documento pontifício em debate foi a exortação apostólica pós-sinodal ‘Amoris Laetitia’, sobre o matrimónio e a família.

Os bispos lusófonos assumiram o objetivo de “propor o Evangelho da família e a pastoral do vínculo” face a outros “modos e conceitos de família” e como resposta a “uma cultura de descarte e de um mundo em desagregação”.

Outras prioridades na ação da Igreja Católica passam por “acolher, preparar e acompanhar as famílias” e, em casos específicos, “atender mais a problemas como a poligamia e os casamentos com disparidade de culto” nos países de língua portuguesa.

O comunicado conclui-se com uma evocação de “relevantes acontecimentos jubilares” que vão decorrer em 2017: a celebração dos 300 anos de Nossa Senhora Aparecida, no Brasil; o Centenário das Aparições em Fátima; a comemoração de 150 anos de presença dos Missionários Espiritanos em Angola e Portugal; a celebração dos 40 anos da Diocese de Bissau, com a realização do seu primeiro sínodo diocesano.

O 13.º Encontro de Bispos dos Países Lusófonos vai decorrer na Praia, Cabo Verde, de 27 a 29 de abril de 2018.

OC

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