Combate à gravidez precoce ganha mais mobilizadores
(Jornal de Angola)

Combate à gravidez precoce ganha mais mobilizadores

Duzentos mobilizadores sociais reforçam este ano a campanha contra a gravidez precoce e abusos sexuais a menores, levada a cabo pela Direcção da Família e Promoção da Mulher em Benguela.

Em declarações à Angop, a directora local da Família e Promoção da Mulher, Maria do Céu Chimbeia, disse que o combate a esses dois fenómenos constitui uma acção prioritária em 2017, pelo que a actuação dos mobilizadores sociais vai ajudar a reduzir o número de vítimas.

Com isso, afirmou, até 2022 serão sensibilizadas 15 mil raparigas, num projecto de mobilização, formação e educação da sociedade no que tange à prevenção da gravidez precoce e abuso sexual, prevendo-se ainda o engajamento de 500 outros agentes sociais.

Tais acções, segundo a responsável, inserem-se no Programa de Valorização Familiar que tem como propósito consciencializar a mulher da necessidade do planeamento familiar, maternidade e a paternidade responsável. A sensibilização envolverá pelo menos dez mil famílias.

Defende que é necessário informar melhor as famílias de como cuidar e proteger os filhos e, desta forma, reduzir o número de casos de abusos sexuais e gravidez precoce em adolescentes – praticado, na maioria das vezes, com recurso à violência e ameaça de morte às vítimas. Para denunciar abusos ou exploração sexual de menores, a directora pede que a sociedade disque para linha SOS 15020, permitindo deste modo às autoridades obter informações que auxiliem no monitoramento da rede de atenção às vítimas, em todo o território nacional.
Assegura que o órgão vai implementar este ano um plano executivo dentro da política para a igualdade, equidade no género, que, na prática, se traduz no acompanhamento do comité técnico de prevenção a mortes maternas e neonatal, além da capacitação dos mobilizadores e activistas de género.

A implementação de políticas de apoio às famílias em situação de pobreza, promoção do empreendedorismo familiar são outros desafios na agenda da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher, como explica.

Tendo em conta que o sector carece de condições técnicas e materiais, bem como de pessoal qualificado, a directora equaciona ainda para este ano o aumento em 50 por cento do quadro de pessoal e, com isso, assegurar maior cobertura e atendimento humanizado. Mais de 20 casos de abusos e exploração sexual de crianças e adolescentes foram denunciados em 2016 nos municípios de Benguela, Lobito e Cubal, tendo sido encaminhados aos Serviços de Investigação Criminal (SIC).

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