PS vota eutanásia e legalização da prostituição e drogas leves (Notícias ao Minuto)

PS vota eutanásia e legalização da prostituição e drogas leves

A Comissão Nacional do PS, que se realiza no sábado, no Porto, vai debater e votar moções setoriais sobre eutanásia e legalização das drogas leves e da prostituição, deliberações que, no entanto, não terão caráter vinculativo.

Estes documentos foram apresentados por ocasião do último Congresso Nacional do PS, em junho de 2016, mas, como é habitual neste partido, não chegaram ali a ser debatidos ou votados, tendo antes sido remetidos para uma das seguintes reuniões da Comissão Nacional, o órgão máximo partidário entre congressos.

Um membro da direção do PS fez questão de frisar à agência Lusa que, na reunião deste sábado, no Porto, mesmo no caso de algum destes temas considerados fraturantes merecer uma posição maioritária na Comissão Nacional, tal, a acontecer, não vinculará automaticamente este partido à maioria ali formada.

Idêntica interpretação foi também transmitida pelo presidente do PS, Carlos César, que, porém, recusou-se a divulgar para já a sua posição pessoal em relação a cada uma destas matérias.

Ou seja, de acordo com um membro da Comissão Permanente do PS, se a legalização da eutanásia, das drogas leves ou da prostituição passar em termos de votação, “tratar-se-á sobretudo de uma orientação política em termos partidários, ou, por outras palavras, de uma recomendação”.

A moção setorial socialista a favor da legalização da morte assistida em Portugal é encabeçada pela dirigente Maria Antónia Almeida Santos (membro também da Comissão Permanente do PS), tendo ainda na sua lista de apoios deputadas como a constitucionalista Isabel Moreira.

Já as moções a favor da legalização da prostituição e das drogas leves partiram da JS e tiveram como primeiro subscritor o anterior líder da organização, João Torres.

Tanto o atual líder da JS, Ivan Gonçalves, como a deputada socialista Maria Antónia Almeida Santos, afirmaram à agência Lusa que, no sábado, tencionam levar a votos as respetivas moções setoriais.

Em discussão, estará também uma terceira moção setorial apresentada pela JS, esta considerada “delicada do ponto de vista político”, porque pretende proibir que um administrador possa ter um vencimento superior a 20 vezes ao ordenado mais baixo de um trabalhador da mesma empresa.

Apesar da polémica que envolveu a contratação pelo atual Governo do ex-presidente da Caixa Geral de Depósitos António Domingues, o jovem deputado socialista Ivan Gonçalves declarou à agência Lusa que esta moção setorial não será retirada, sujeitando-se mesmo a votação em Comissão Nacional do PS.

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