Estrangeiras dominam prostituição em Luanda
(Jovens da Banda)

Estrangeiras dominam prostituição em Luanda

As profissionais do sexo angolanas veem a actividade em risco por esta ser “tomada de assalto” por estrangeiras como chinesas, moçambicanas, congolesas e até brasileiras (para os casos de prostituição de luxo).

Texto: Alfredo Julião

As profissionais do sexo angolanas veem a actividade em risco por esta ser “tomada de assalto” por estrangeiras como chinesas, moçambicanas, congolesas e até brasileiras (para os casos de prostituição de luxo). Uma das profissionais, desabafou à JdB que além da crise estar na base da fraqueza do negócio, as estrangeiras estão a invadir o mercado com preços baixos “atractivos”.

Maria Campos, mais conhecida por Paulina, de 32 anos, corpo atlético, aparência saudável, mãe de três meninos, vive no bairro Petrangol, desde os seus vinte anos que exerce a actividade sexual em troca de dinheiro, na rua da missão, na Mutamba, trabalho este que está em risco pois lhe possibilita garantir o sustento da família e outras necessidades, no perímetro que vai do Hotel Trópico ao Epic Sana.

Há uns dois anos, os preços que Paulina praticava variavam dos cinco a cinquenta mil kwanzas, e conseguia sair com mais de 3 clientes por noite, hoje vê-se forçada a receber bem menos do que costumava a cobrar porque de um tempo para cá, elas viram-se trocadas por prostitutas chinesas e de outras nacionalidades, que cobram a menos preço, e que frequentavam os hotéis destas redondezas. ”Com a chegada das chinocas, brazucas e moçambicanas, o negócio complicou” revela Paulinha, que acrescentou que as dificuldades que o país enfrenta (crise) fez com que a procura por profissionais do sexo diminuísse consideravelmente pelo menos na rua da missão, das zonas de maior fluxo em Luanda.

Paulina, de 1,65 de altura, contou à JdB que entrou para esta vida por dificuldades financeiras e por ter sido abandonada pelo seu parceiro, pais dos filhos que cria até hoje, e como ela tem várias outras colegas que entraram pelos mesmos motivos ou por intermédio de amizades, vícios, vaidades, e outras ainda forçadas por familiares a contribuírem nas despesas de casa.

Apesar de fortemente disseminada no senso comum, há outra corrente aversiva a esta actividade, tomando posição de que a ideia de a prostituição ser a profissão mais antiga do mundo não encontra qualquer fundamento histórico ou antropológico, visto que os mais antigos registos de actividades humanas revelam as mais variadas especializações como agricultura e caça, mas raramente revelam indícios de prostituição, que normalmente exige um contexto social posterior.

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