Centenas de adolescentes marcham contra a violência (Jornal de Angola)

Centenas de adolescentes marcham contra a violência

Mais de mil crianças e adolescentes do município de Menongue, em representação de todas as crianças do Cuando Cubango, participaram no final de semana numa marcha de repúdio contra todas as formas de violência infantil, com realce para o crime cometido contra uma estudante de 16 anos, que foi encontrada decapitada num bairro da periferia.

Promovida pela direcção provincial do Instituto Nacional da Criança (INAC), a marcha serviu também para manifestar apoio a todos os menores de idade que sofrem com as consequências da violação dos seus direitos, incluindo os que estão doentes e internados em várias unidades sanitárias.

A directora provincial do INAC, Aida Rosalina, disse que a marcha foi convocada para protestar contra os sucessivos casos de violência doméstica contra as crianças, que têm chocado a sociedade local e do país em geral, associados aos abusos sexuais, ofensas corporais e indícios de rapto, na sua maioria praticados em Menongue.

Um dos casos mais hediondos aconteceu nesta cidade, onde em meados do mês passado foi encontro o corpo de uma rapariga de 16 anos sem a cabeça, abandonado a céu aberto. A vítima estudava no período nocturno e quando regressava a casa, já nas imediações da sua residência, no bairro Piô, foi surpreendida por indivíduos não identificados que a agrediram e depois cortaram-lhe a cabeça, que não foi encontrada. Outro caso que abalou a sociedade foi a violação sexual de uma menor de 12 anos, praticada por um funcionário bancário, que já se encontra a contas com a justiça. A directora provincial do INAC manifestou-se preocupada com os casos que acontecem nas comunidades e que são ocultados pelos familiares das vítimas.

No ano passado, o INAC registou 115 casos de violência contra crianças, com destaque para os de fuga à paternidade, abuso sexual, maus tratos, ofensas corporais e incumprimento de mesada. Aida Rosalina apelou aos pais, encarregados de educação, igrejas e a toda a sociedade no sentido de protegeram as crianças de todos os males, como agressões físicas, abusos sexuais, entre outros crimes, sob pena de comprometer o futuro da Nação.

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