A Pornografia Ofende sua Namorada (Homem Católico)

A Pornografia Ofende sua Namorada

Ninguém diz ao acordar, “Hoje, eu quero sair e arruinar meu atual e meus futuros relacionamentos. Eu vou agir friamente com as pessoas, gerar desconfiança e deixar minha namorada se sentindo confusa, rejeitada, chateada e traída.”

Ninguém diz isto, mas um monte de pesquisas mostram que é exatamente o que acontece quando assistimos pornografia.

Não é nenhuma surpresa que as mulheres tendam a enxergar a pornografia e seus efeitos diferentemente dos homens. Estudos têm demonstrado que a maioria das mulheres – mesmo se elas acreditam que não há nada demais no uso de pornografia pelas outras pessoas – não acham aceitável que a pornografia esteja presente dentro de seu próprio relacionamento. E não se preocupe! A evidência de que pornografia pode prejudicar relacionamentos é esmagadora.

Dois dos mais respeitados pesquisadores da área, Jennings Bryant e Dolf Zillman na Universidade do Alabama, estudaram os efeitos da pornografia e da mídia por mais de 30 anos. Eles descobriram que assistir pornografia faz com que muitos usuários se tornem menos satisfeitos com a aparência física, com a performance e atração sexual, e com a afeição pelos próprios parceiros. Eles também descobriram que ao longo do tempo, muitos usuários de pornografia tornam-se mais insensíveis às mulheres em geral, menos propensos a valorizar a monogamia e o matrimônio, e mais propensos a desenvolver percepções distorcidas da sexualidade. Outros pesquisadores tem confirmado esses resultados e acrescentaram que os usuários tendem a ser significantemente menos íntimos com seus parceiros, menos comprometidos em seus relacionamentos, menos satisfeitos com sua vida amorosa e sexual, e muito propensos a traírem seus parceiros.

Não é um bom presságio para qualquer relacionamento onde há uso de pornografia, especialmente porque a maioria de nós queremos e esperamos que nossos relacionamentos íntimos sejam construídos com confiança, respeito, compromisso, honestidade e amor.

É muito comum, quando alguém descobre que sua outra metade tem assistido pornografia, sentir uma gama de emoções negativas, incluindo rejeição, humilhação, abandono, isolamento, solidão, ciúmes, raiva e vergonha. Mesmo que eles não acreditem que pornografia é o mesmo que traição, muitas vezes sentem uma profunda sensação de perda, traição e desconfiança. O segredo, a vergonha, o isolamento, e as mentiras que muitas vezes são introduzidas no relacionamento pelo uso compulsivo de pornografia podem transformar qualquer tipo de problema em uma bola de neve.

Mas mesmo se a pornografia não seja mantida em segredo – mesmo se os casais são abertos e honestos sobre o uso – ainda pode causar um sério problema. Já mencionamos anteriormente que o consumo de pornografia pode levar a uma menor satisfação e um menor interesse no(a) parceiro(a). Por que isso acontece? Parte da resposta é porque a pornografia religa o cérebro, de modo que os usuários se tornam menos responsivos sexualmente aos seus parceiros, mesmo que eles ainda respondem à pornografia.

Ao mesmo tempo, a pornografia remodela as expectativas acerca do sexo e da atração apresentando um quadro irreal. No mundo pornográfico, as mulheres sempre se apresentam no seu melhor. Elas são sempre jovens, cirurgicamente melhoradas, e photoshopadas à perfeição. Por isso não é difícil ver o porquê, de acordo com uma pesquisa nacional, seis em cada sete mulheres acreditam que a pornografia tem mudado as expectativas dos homens em relação a como as mulheres deveriam se apresentar.

Como a escritora Naomi Wolf aponta, “Hoje, as mulheres de verdade nuas, são apenas um pornô ruim”.

Mas não são somente as aparências físicas que se tornam distorcidas no pornô. As mulheres são geralmente retratadas ansiosas por sexo em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer um, e felizes em fazer tudo quanto o homem (ou homens) quiser. Elas estão sempre excitadas, geralmente falando alto e em êxtase, e imediatamente prontas para mais. Elas nunca se cansam ou sentem dores. Nunca precisam de uma pausa. Na verdade, elas nunca parecem precisar de nada, exceto sexo sem fim. Elas são retratadas felizes com qualquer coisa que o homem queira fazer, mesmo que seja perigoso, doloroso ou humilhante.

Se você pensa que essas representações irrealistas não funcionam dessa maneira dentro das crenças, expectativas e ações dos usuários, pense novamente. Numa pesquisa recente com americanos entre 16 e 18 anos, quase todos entrevistados relataram ter aprendido a ter relações assistindo pornô, e muitos das moças entrevistadas disseram que foram pressionadas a seguir o “script” que seus parceiros aprenderam da pornografia. Elas se sentiam irritadas em ter relações sexuais em posições desconfortáveis, simulando reações, e em consentir com atos desagradáveis ou dolorosos.

Com certeza, a dor causada por pornografia pode ir muito além de uma má experiência na cama. Mulheres que aprendem hábitos pornôs de seus parceiros muitas vezes internalizam sua vergonha e confusão, perguntando a si mesmas por quê elas não são “suficientes”. Elas podem se sentir indesejadas, pouco atraentes e sem valor. Muitas parceiras de usuários de pornografia começam até mesmo a apresentar sintomas de ansiedade, depressão e inclusive transtorno de estresse pós-traumático. E por causa da vergonha que sentem e da preocupação de serem culpadas pelo problema dos parceiros, a maioria dessas mulheres se isolam pelo menos um pouco das suas normais fontes de convívio e suporte social, justamente quando elas mais necessitam desse suporte ao máximo.

Se você quiser fazer um grande favor ao amor da sua vida, decida agora que você não irá levar os efeitos potencialmente devastadores da pornografia para o seu relacionamento. Ou se você já está preso no mundo pornô, faça a decisão de buscar ajuda.

Fonte: Fight The New Drug

>Ver artigo original.

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