Mais mulheres no poder (Jornal de Angola)

Mais mulheres no poder


João Lourenço também conta com as mulheres na luta contra o alcoolismo, prostituição, tráfico e consumo de drogas e de jovens para escravas sexuais.

Josina de Carvalho | Fotografia: Francisco Bernardo | Edições Novembro

O candidato a Presidente da República e vice-presidente do MPLA, João Lourenço, anunciou ontem que o seu partido vai trabalhar em programas concretos para reduzir a economia informal, através da constituição de micro e pequenas empresas com perspectivas de crescer e gerar emprego.

João Lourenço, que discursava no encontro com as organizações femininas, no Centro de Conferências de Belas, em Luanda, disse que o MPLA pretende ver mais mulheres envolvidas em grandes negócios, como acionistas, proprietárias ou pelo menos gestoras de médias e grandes empresas privadas em todos os ramos da economia nacional.

“Sabemos que a economia familiar nas áreas rurais assenta sobretudo na força de trabalho feminino e que o mercado informal nos grandes centros urbanos é igualmente dominado por mulheres. Mas não as queremos ver eternamente na informalidade”, disse o candidato do MPLA.

Na visão de João Lourenço, o mercado informal não dá futuro às famílias, porque os produtos perdem o seu real valor e consequentemente os preços de venda. “Defendemos o desenvolvimento de iniciativas de capacitação e inserção da mulher na vida económica”, reforçou.

Para o MPLA vencer a batalha da fome, da miséria e do desemprego, disse o candidato do partido a Presidente da República, deve promover uma maior participação das mulheres na economia, encorajar e apoiar as empresárias com programas de crédito e aconselhamento empresarial.

João Lourenço admitiu ter consciência de que o MPLA deve continuar a trabalhar para eliminar o analfabetismo no meio rural e no país de uma forma geral, sobretudo no seio feminino, porque educar uma mulher é educar uma família e a sociedade. “Investir na educação da mulher angolana é dotá-la com a principal ferramenta para enfrentar e vencer todo o tipo de discriminação e é o melhor investimento a fazer em prol da emancipação”, sublinhou o vice-presidente do MPLA. João Lourenço prometeu às organizações femininas, que levaram ao encontro mais 3.500 mulheres, uma boa representação deste grupo social no Executivo que sair das eleições de 23 de Agosto. As representantes, referiu, devem ser capazes e competentes para orgulhar todas as mulheres e ajudar a construir uma Angola melhor. O vice-presidente do MPLA afirmou que o partido condena todo o tipo de discriminação contra a mulher, a violência doméstica e todos os outros actos violentos e criminosos que atentam contra a sua vida, integridade física, mental e moral.

O MPLA, acrescentou João Lourenço, defende o fortalecimento do papel da mulher angolana na vida política, económica e social nos diferentes escalões, de modo a eliminar ou pelo menos reduzir de forma substancial as desigualdades de oportunidades ainda existentes entre os homens e mulheres. “Todas prestam um valioso contributo à sociedade naquilo que cada uma melhor sabe fazer”, enalteceu o candidato, que também disse contar com as mulheres na luta pelo resgate e promoção dos valores culturais e morais da sociedade angolana. João Lourenço também conta com as mulheres na luta contra o alcoolismo, prostituição, tráfico e consumo de drogas e de jovens para escravas sexuais, na educação da juventude para a cultura do trabalho e do mérito como a única via para o progresso na vida.

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