Maioria da população reconhece risco de sida
(Jornal de Angola)

Maioria da população reconhece risco de sida

(NOTA: é bom que a maioria dos angolanos conheça a monogamia é uma defesa tão poderosa contra a SIDA. É muito melhor quando a monogamia é no contexto do casamento, onde o noivo e a noiva permanecem celibatários até o evento.)

Kilssia Ferreira | Fotografia: Benjamim Cândido | Edições Novembro

O Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde indica que 69 por cento das mulheres e 81 por cento dos homens reconhecem que o risco de transmissão do VIH pode ser reduzido se as relações sexuais forem limitadas a um único parceiro.

O documento refere que 66 por cento das mulheres e 78 por cento dos homens com idades compreendidas entre 15 e 49 anos sabem que o uso do preservativo é uma das formas de prevenir a transmissão do VIH.

O conhecimento da população sobre as formas de prevenção do VIH/Sida é indispensável para evitar novas injecções pelo VIH. Os resultados sobre os métodos de transmissão e prevenção do VIH-Sida mostram que 82 por cento das mulheres e 92 por cento dos homens com idades entre 15 e 49 anos já ouviram falar da Sida.

As províncias do Bié (com 42 por cento), Cuando Cubango (51 por cento) e Cuanza-Sul (56 por cento) apresentam os valores mais baixos de mulheres que já ouviram falar da Sida.

O nível de conhecimento sobre o estado serológico nas pessoas com idades compreendidas entre 15 e 49 anos é baixo. Apenas “uma em cada três pessoas tem um conhecimento abrangente sobre VIH-Sida, sendo 32 por cento das mulheres e 35 por cento dos homens.

O estudo revela que a percentagem de homens e mulheres com idades compreendidas entre 15 e 49 anos residentes nas áreas urbanas possuem um conhecimento abrangente cinco vezes mais elevado do que as mulheres das zonas urbanas. A mesma tendência é também observada nos homens. Os homens das zonas urbanas apresentam 43 por cento contra os 16 por cento das áreas rurais.

A nível do país, a província do Bié apresenta os valores mais baixo de conhecimento sobre os métodos de transmissão e prevenção do VIH-Sida ( cinco por cento nas mulheres e sete por cento nos homens).

A província de Cabinda apresenta a maior percentagem de conhecimento abrangente (64 por cento das mulheres e 89 por cento nos homens. Segundo o relatório, Angola tem uma epidemia de VIH considerada generalizada , com uma prevalência estimada em 2,2 por cento, inferior a dos demais países da região Subsahariana.

Os principais resultados dos estudos revelam que um em cada cinco homens tiveram duas ou mais parceiras sexuais nos doze meses anteriores ao inquérito, dos quais apenas 30 por cento usou preservativo durante a última relação sexual.

O inquérito revela também que cerca de um terço dos homens e mulheres com idades dos 15 aos 49 anos, demonstram atitudes discriminatórias perante pessoas que vivem com o VIH. Trinta por cento das mulheres e 20 por cento dos homens fizeram e receberam os resultados do teste de VIH nos doze meses anterior ao inquérito.
A prevalência de VIH é maior nas mulheres, com uma taxa de (2,6 por cento) do que nos homens (1,2 por cento). A nível do país,a prevalência de VIH é maior na província do Cunene (6,1 por cento) e menor no Zaire (0,5 por cento).

As autoridades sanitárias apelam para o reforço das medidas de prevenção.

>Ver artigo original.

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