Childhood Brasil participa de seminário para discutir protocolo de proteção de direitos de crianças e adolescentes em áreas de grandes obras e empreendimentos (Childhood Brasil)

Childhood Brasil participa de seminário para discutir protocolo de proteção de direitos de crianças e adolescentes em áreas de grandes obras e empreendimentos

A Childhood Brasil deu mais um passo no fortalecimento da Agenda de Convergência entre organizações da sociedade civil, setor privado e poder público para o enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes em áreas de grandes obras e empreendimentos. A entidade participou do Seminário sobre o Protocolo de Ações para a Proteção dos Direitos de Crianças e Adolescentes nesse contexto, promovido pela Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA). O evento teve como objetivo apresentar os resultados da consulta pública sobre o tema, realizada no âmbito da SNDCA em maio deste ano, e discutir estratégias de implementação das ações previstas no documento.

Em 2009, a Childhood Brasil desenvolveu uma pesquisa para entender o contexto de vida e trabalho dos profissionais que atuam nas grandes obras no Brasil e também investigar possível envolvimento desse público em situações de exploração sexual de crianças e adolescentes. Entre outros dados obtidos, 97,2% dos entrevistados afirmaram que há prostituição nas obras onde atuam ou mantém algum vínculo. “Infelizmente existe um descompasso entre a execução de grandes obras no país e a implantação de ações preventivas sobre os impactos causados, apesar do avanço no comprometimento das empresas com o respeito aos diretos humanos, em especial de crianças e adolescentes”, explicou Eva Dengler, Gerente de Programas e Relações Empresariais da Childhood Brasil.

De acordo com o estudo, essa realidade faz com que as situações de risco e vulnerabilidade se intensifiquem, principalmente quando relacionadas à exploração sexual de crianças e adolescentes. “É fundamental que as ações de enfrentamento e medidas preventivas sejam prioridade em todas as fases, desde a concepção do projeto até a implantação, desmobilização da obra e operação dos empreendimentos”, defendeu Eva. Além da Childhood Brasil, participaram desse momento de diálogo e reflexão coletiva representantes de empresas privadas, instituições financeiras, sociedade civil, órgãos públicos da administração federal e organismos internacionais.

Entre as empresas parceiras da Childhood Brasil, a Fibria, empresa brasileira líder mundial na produção de celulose de eucalipto a partir de florestas plantadas, apresentou o movimento Agente do Bem – Três Lagoas, uma iniciativa de referência na questão de proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Com a assessoria da Childhood Brasil, por meio do Programa Grandes Empreendimentos, a empresa desenvolveu o movimento de proteger crianças e adolescentes durante a construção de sua segunda fábrica de celulose em Três Lagoas (MS), com foco na prevenção da violência sexual. A estratégia visou ações intramuros para a formação cidadã, abordando o tema de forma positiva e acolhedora, com todos os fornecedores e seus trabalhadores, e extramuros com o Sistema de Garantia de Direitos e Comunidade, por meio de diagnóstico, capacitação da rede e a construção de um plano municipal de enfrentamento, apoiado por uma campanha de comunicação em diferentes plataformas e para os diferentes públicos envolvidos. O case, apresentado pela coordenadora de Sustentabilidade da Fibria, Flávia Tayama, materializou diversos pontos indicados no protocolo debatido durante o seminário, mostrando que é possível e muito importante assegurar os direitos de crianças e adolescentes durante um grande empreendimento.

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