Belo Horizonte pode receber exposição censurada; Ministério Público não vê pedofilia ou crime nas obras (Hypeness)

Belo Horizonte pode receber exposição censurada; Ministério Público não vê pedofilia ou crime nas obras

por: Redação Hypeness

Antes de ser cancelada, a exposição QueerMuseu – Cartografias da diferença na arte brasileira era somente uma mostra local em Porto Alegre, oferecendo um recorte sobre diversidade de gênero, sexual e cultura LGBT dentro da arte brasileira. Depois que o Banco Santander, patrocinador da exposição, cedeu à ânsia de grupos religiosos e conservadores como MBL – que enxergavam pedofilia, zoofilia e desrespeito a símbolos religiosos no trabalho de nomes como Volpi, Portinari e Ligia Clark, entre outros – e encerrou a mostra um mês antes, o assunto tomou o centro de um amplo debate a respeito de censura e da posição e função social da arte.

Mas nem todos concordam com o MBL. A oposição ao cancelamento foi intensa na internet, e o debate parece não ter prazo para acabar, pois o secretario de cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, declarou ver com bons olhos a proposta de receber na capital mineira a exposição, como uma oportunidade para a cidade e um gesto de resistência à censura.

“Não há nada de concreto ainda, precisaríamos levantar qual espaço cultural da cidade poderia abrigar a exposição”, afirmou Juca. “Já estamos na metade do ano, os recursos estão comprimidos, mas é extremamente importante dar continuidade à mostra. Não podemos legitimar a volta da censura, conquistamos esse amadurecimento. A arte precisa de liberdade para que ela se desenvolva”, destacou.

No dia seguinte ao cancelamento, dois promotores do Ministério Público de Porto Alegre visitaram a exposição, a fim de averiguar as acusações. A conclusão das autoridades foi taxativa: não há pedofilia ou crime algum nas obras. “Fomos examinar in loco, ver realmente quais obras que teriam conteúdo de pedofilia. Verificamos as obras e não há pedofilia. O que existe são algumas imagens que podem caracterizar cenas de sexo explícito. Do ponto de vista criminal, não vi nada”, afirmou o promotor da Infância e da Juventude de Porto Alegre, Julio Almeida.

Os representantes do MBL (sigla que ironicamente significa Movimento Brasil Livre) de Belo Horizonte já afirmaram que, caso a mostra vá para a cidade, irão pressionar novamente contra a exposição.

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