A indústria do porno quer dar um empurrão ao mercado da realidade virtual (Público)

A indústria do porno quer dar um empurrão ao mercado da realidade virtual

A indústria do cinema pornográfico e a da realidade virtual procuram avançar em conjunto para se tornarem mais fortes.

Tem o nome na ficha técnica de centenas de filmes pornográficos mas neste caso o realizador Taro Kambe está perante uma primeira vez. Aos 39 anos, nunca tinha realizado um filme porno de realidade virtual e é nisso que pensa enquanto pega num dos óculos necessários para ver uma das cenas filmadas.

O ambiente é diferente de outros estúdios de rodagem. A actriz Yuri Oshikawa simula um beijo diante de uma câmara de realidade virtual adaptada com um microfone em forma de orelha. O contacto é reduzido, mais potencial do que real.

O mesmo acontece com outro tipo de programas e jogos recentemente criados ou em processo de desenvolvimento. Let’s Play with Nanai! é um dos que já se encontra disponível. Um jogo de simulação erótica onde é possível fazer sexo virtual com uma personagem feminina não só através dos óculos mas também simulando com um torso insuflável sincronizado com a restante animação.

O Japão é o segundo maior mercado do mundo no que toca à realidade virtual, logo a seguir aos Estados Unidos. Para além do sector dos videojogos, também a indústria de cinema pornográfico tem olhado para esta tecnologia como uma forma de chegar a novos públicos e de distribuir os seus conteúdos.

No Tokyo Game Show, um evento dedicado aos videojogos que decorreu a semana passada na capital japonesa, eram visíveis vários jogos que proporcionavam relações românticas virtuais para homens e mulheres.

A Voltage, que se dedica à criação de aplicações para mulheres, apresentou o jogo imersivo Wedding VR (Casamento VR, em português). No ano anterior, a empresa granjeou algum sucesso com um jogo onde a jogadora era abordada por um homem virtual que se aproximava em busca de um beijo.

Os programadores de jogos consideram no entanto que a tecnologia de realidade virtual continua ainda numa fase inicial. Um dos motivos prende-se com o número ainda reduzido de pessoas com o seu próprio equipamento.

“Na indústria pornográfica muitos estão atrás de conteúdos de realidade virtual acreditando que podem revolucionar uma indústria que tem estado estagnada por muitos anos”, defendeu o investidor Piper Jaffray num relatório de 2015 a que deu o nome de “Next Mega Tech Theme is Virtual Reality” (“O novo mega-tópico da tecnologia é a realidade virtual”, em português).

Até porque, segundo alguns especialistas abordados pela agência Reuters, a indústria do entretenimento para adultos tem sido responsável por ajudar a impulsionar a adopção de novas plataformas ao longo dos anos. Nos anos 1980, por exemplo, deu um empurrão às Super 8. O mesmo que deu às cassetes VHS, aos DVD e aos vídeos na Internet. As fichas das apostas estão agora lançadas sobre a realidade virtual.

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