O abuso sexual também acontece no desporto, diz medalhada olímpica (Público‏)

O abuso sexual também acontece no desporto, diz medalhada olímpica

McKayla Maroney, ginasta com ouro e prata nos Jogos Olímpicos, junta-se ao movimento #MeToo.

CULTO

Foi aos 13 anos que McKayla Maroney começou a ser vítima de abusos sexuais pelo médico da equipa olímpica norte-americana de ginástica. A ginasta que ganhou medalhas de ouro e de prata durante a sua carreira vem agora juntar-se ao movimento #MeToo e confessar que não é só no mundo do cinema que o assédio e o abuso sexual acontecem.

Depois do escândalo do produtor Harvey Weinstein, várias actrizes têm vindo a público denunciar casos de assédio, mas não são as únicas, também modelos e agora uma atleta revelam que já foram vítimas.

A ex-atleta de 21 anos, que agora tenta a sua sorte no mundo da música, conta num longo texto que começou a ser vítima de abusos aos 13 anos pelo médico da equipa, Larry Nassar, e que esses abusos só terminaram quando abandonou a equipa de ginástica. Nassar já foi condenado por posse de pornografia infantil e sobre ele recaem queixas de assédio e de abuso de mais de 100 mulheres. Desconhece-se se Maroney está entre as queixosas.

A jovem conta pormenorizadamente o que se passou com ela e faz uma reflexão sobre como os Jogos Olímpicos, nos quais participou em 2012, devem ser um evento de promoção da esperança e da alegria, como é que desde os seus oito anos sonhava em participar nos mesmos e qual foi o preço que teve de pagar.

“É preciso mudar as coisas, mas por onde começar?”, questiona no seu texto. Maroney dá algumas pistas: falar sobre o que se passou, educar para a prevenção, ter “tolerância zero” para com os abusadores e exigir que as instituições prestem contas sobre o que se passa no seu interior. “É possível as vítimas falarem sobre este tema sem porem em causa as suas carreiras e os seus sonhos? Espero que sim”, continua a ex-atleta olímpica.

“Durante demasiado tempo, o nosso silêncio deu poder às pessoas erradas. É tempo de o recuperarmos. E lembrem-se: nunca é demasiado tarde para denunciar”, termina.

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