Como a indústria pornográfica capitaliza sua solidão e depressão (Fight the New Drug/Medium)

Como a indústria pornográfica capitaliza sua solidão e depressão

O seu produto oferece aos consumidores alívio temporário da ansiedade, depressão e solidão, em troca de tornar estes mesmos problemas muito piores a longo prazo.

Ilustração de Simon Prades.

Uma epidemia de pornografia está em ascensão, não só porque é cada vez mais fácil de acessar, mas devido à falta de informação sobre os efeitos negativos e nocivos associados á depressão e este material. Neste caso, a ignorância realmente não trás felicidade.

Do ponto de vista das empresas, a indústria pornô tem sido bastante inteligente. O seu produto oferece aos consumidores alívio temporário da ansiedade, depressão e solidão, em troca de tornar estes mesmos problemas muito piores a longo prazo. Isso funciona muito bem para os pornógrafos, uma vez que piora a ansiedade e o isolamento de seus clientes, isso se torna mais uma razão pra que eles voltem para a pornografia. Mas para o consumidor, o resultado final não é tão bom.

“Sempre que uma pessoa gasta muito do seu tempo com o ciclo usual de uso de pornografia, isso se torna um tipo de experiência deprimente, humilhante e auto-depreciativa”, diz o Dr. Gary Brooks, um psicólogo que trabalha com viciados em pornografia nos últimos 30 anos.

Abastecendo Isolamento e Solidão
Quanto mais pornografia uma pessoa consome, mais seu cérebro cria conexões com ela e se desperta com a fantasia fictícia do pornô — mais difícil se torna dele ser despertado por uma pessoa real ou um relacionamento real .
Como resultado, muitos consumidores começam a sentir que algo está errado com eles. Eles não sabem como se interessar por uma pessoa real, e muito menos como formar uma profunda conexão pessoal com uma.

Naomi Wolf, uma autora e ativista política, viajou por todo o país para conversar com os estudantes em idade universitária sobre relacionamentos. “Quando perguntei sobre a solidão, um silêncio profundo e triste desceu sobre o público de homens e mulheres jovens”, diz ela. “Eles sabem que estão sozinhos juntos … e que a pornografia é uma grande parte dessa solidão. O que eles não sabem é como sair. “

Um padrão de depressão em escala
Estudos descobriram que quando as pessoas se envolvem em um padrão contínuo de “auto-encobrimento”, que é quando elas fazem coisas de que não se orgulham e mantêm segredo sobre isso de seus amigos e familiares — não só prejudica seus relacionamentos e os deixa sentir mais solitários, mas também os torna mais vulneráveis ​​a graves problemas psicológicos. Para o consumidor de pornografia masculino e feminino, seu hábito é freqüentemente acompanhado por problemas de ansiedade, problemas de imagem corporal, auto-imagem deficiente, problemas de relacionamento, insegurança e depressão.

Nós sabemos que a pornografia e outros vícios são usados ​​como ferramentas de auto-medicação, o que pode levar à depressão . Mais pesquisas estão sendo realizadas e há mais evidências para mostrar os efeitos prejudiciais que a pornografia e outros vícios sexuais têm em nossos cérebros, corpo, relacionamentos e vida.

É difícil dizer o que vem primeiro, o vício da pornografia ou a depressão No entanto, a pornografia e outros vícios são utilizados para que o consumidor (temporariamente) se esqueça dos sentimentos de tristeza, medo, raiva ou tédio. Esse hábito pode rapidamente levar à depressão e também é algo que a depressão pode levar. É como no cenário do ovo e a galinha: você não tem certeza de qual veio primeiro, mas, neste caso, você não quer descobrir porque pode afetar sua saúde mental muito rapidamente.

Um aspecto negativo da pornografia é que ela ensina ao espectador de que homens e mulheres não valem nada mais do que partes do seu corpo e quanto de prazer sexual eles podem oferecer. Os consumidores pornográficos gostando ou não, essas percepções muitas vezes começam de maneira gradual em como eles se vêem e vêem outras pessoas na vida real. Quanto mais difícil é para o consumidor ver a si mesmo e a outros como algo mais do que objetos sexuais, mais difícil é desenvolver relacionamentos reais.

“Há uma certa maneira de experimentar a excitação sexual que é o oposto de proximidade”, disse Brooks. “Na melhor das hipóteses, algumas pessoas conseguem gerenciar isso, mas na maioria das vezes cria uma barreira que envenena os relacionamentos”.

A indústria pornográfica oferece seu conteúdo como uma solução para rejeição, relacionamentos fracassados ​​e solidão. Apresentam imagens tentadoras e prometem que os consumidores ficarão satisfeitos e aliviados. Muitos consumidores compram as mentiras e entram em um mundo que pode ser difícil sair.

O que começa como uma forma de auto-medicação pode aumentar em um círculo vicioso de depressão, recaída e auto-depreciação. A pior parte é que, como os consumidores estão entorpecidos com imagens e vídeos sexuais gráficos,eles estão perdendo a construção de relacionamentos reais e incríveis com seus parceiros, amigos e família. No final, nenhuma quantidade de pornografia eliminará os problemas da vida real de qualquer pessoa . Na verdade, a pornografia se tornará um deles.

É por isso que lutamos por amor e espalhamos sobre os efeitos nocivos da pornografia. A pesquisa é clara sobre o assunto, e é hora de a sociedade ouvir.

Texto da organização anti pornografia Fight the New Drug. Pode ser lido em inglês aqui. Tradução e adaptação Fernanda Aguiar, para a página Anti Pornografia: Recuse a clicar. Ilustração de Simon Prades.

>Ver artigo original.

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