Empresas de internet dos EUA apoiam projeto para combater tráfico sexual (Terra)

Empresas de internet dos EUA apoiam projeto para combater tráfico sexual

As principais empresas de internet dos Estados Unidos disseram nesta sexta-feira que apoiarão a legislação para facilitar a penalização de operadores de sites que facilitam o tráfico de pessoas para fins sexuais, marcando uma mudança acentuada para o Vale do Silício em uma questão considerada como uma prioridade política.

A decisão de aprovar uma medida que avança no Senado norte-americano poderia abrir caminho para o Congresso aprovar uma reedição de uma lei adotada há 21 anos, que é amplamente considerada uma base jurídica fundamental para a indústria da Internet.

Michael Beckerman, presidente da Associação de Internet dos EUA, afirmou em um comunicado que apoiava uma proposta bipartidária no Senado, tornando mais fácil para os Estados e vítimas de tráfico sexual processarem redes sociais, anunciantes e outros que não conseguem manter conteúdo de exploração fora de suas plataformas.

“Mudanças importantes feitas para (parar alterar a legislação que possibilita o tráfico sexual) darão às vítimas a capacidade de garantir a justiça que merecem, permitirá que as plataformas da internet continuem seu trabalho de combate ao tráfico de pessoas e protejam os bons atores do ecossistema”, disse Beckerman, que representa empresas de tecnologia como Facebook, Amazon e Google, da Alphabet.

As empresas de tecnologia norte-americanas se opuseram por muito tempo a qualquer legislação que pretendesse alterar a Seção 230 da Lei de Decência das Comunicações escrita há décadas, argumentando que é uma proteção legal básica para a internet e que poderia frustrar a inovação digital e provocar processos sem fim.

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