Spielberg responde a Deneuve: “Isto não é uma caça às bruxas” contra os homens (Observador)

Spielberg responde a Deneuve: “Isto não é uma caça às bruxas” contra os homens

100 mulheres — entre elas Catherine Deneuve — definiram o #metoo como uma “febre de enviar «porcos» para o matadouro”. Steven Spielberg respondeu à carta: o assédio sexual “é um problema mundial”.

Carolina Branco

Não é um problema só de Hollywood. Para o produtor Steven Spielberg, o assédio sexual é um “problema nacional e, provavelmente, um problema mundial”. O produtor discorda assim da carta assinada por Catheriene Deneuve e outras 99 mulheres, que defende que o movimento #metoo — que denunciou dezenas de casos de assédio — é uma “febre de enviar «porcos» para o matadouro”. Para Spielberg, não se trata de uma “caça às bruxas” contras os homens.

As denúncias de assédio sexual do movimento #metoo constituíram, para Spielberg, um “momento decisivo” e “épico”, que “exaltaram as virtudes das mulheres que passaram por um tremendo sacrifício pessoal, com uma enorme quantidade de coragem para falar sobre o que aconteceu com elas ontem ou há 40 anos, não importa“.

Spielberg não vê as denúncias de assédio como apenas mais uma “novidade no ciclo de notícias” que deixa de ser falada no dia seguinte mas “algo que vai mudar tudo para melhor”.

O produtor acredita que mais denúncias virão no futuro: “Há sempre mais para vir”. Spielberg não se refere apenas a Hollywood e às celebridades que “ganham muito reconhecimento” e apela: “Não se pode apenas pensar nisto como um problema de Hollywood. Isto é um problema nacional e, provavelmente, um problema global”.

As declarações de Steven Spielberg vêm na sequência de uma carta assinada por 100 mulheres, incluindo as atrizes Catherine Deneuve e Ingrid Caven e a escritora Catherine Millet — publicada no jornal francês Le Monde — que defende que os homens devem ter a “liberdade de importunar, indispensável à liberdade sexual”. “A violação é um crime. Mas tentar seduzir alguém insistentemente ou de forma desajeitada não é, nem o cavalheirismo é uma agressão machista”, pode ler-se no arranque da carta.

>Ver artigo original.

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