ONU acusada de manter “política de silêncio” sobre casos de assédio sexual nos seus escritórios (Expresso)

ONU acusada de manter “política de silêncio” sobre casos de assédio sexual nos seus escritórios


Dezenas de atuais funcionários e ex-trabalhadores relatam situações que vão de assédio verbal a violações – algumas denunciadas formalmente -, sem que nada tenha sido feito. Os casos aconteceram em diferentes escritórios em todo o mundo

MAFALDA GANHÃO | DREW ANGERER/GETTY IMAGES

Dezenas de atuais funcionários e ex-trabalhadores das Nações Unidas acusam a instituição de manter uma “política de silêncio” em relação a denúncias de assédio sexual, ignorando as vítimas e permitindo a existência de novos casos em escritórios da ONU em todo o mundo. Segundo o “The Guardian”, que falou com vários queixosos, os relatos vão de acusações de assédio verbal a acusações de violação.

O jornal britânico diz que 15 das pessoas ouvidas garantem ter sofrido ou relatado episódios de assédio nos últimos cinco anos. Nada aconteceu aos supostos culpados – que incluem um alto funcionário da ONU -, ainda que sete das mulheres tenham denunciado formalmente o que aconteceu.

Pelo contrário, três mulheres que se queixaram, trabalhadoras de diferentes escritórios, disseram ter sido forçadas a deixar o emprego ou foram ameaçadas com a rescisão do contrato.

Uma funcionária que diz ter sido violada por um representante sénior da equipa das Nações Unidas quando trabalhava num lugar mais remoto não hesita: “Não há forma de obter justiça, e acabei por perder o meu emprego”.

As Nações Unidas reconhecem que a ausência de relatórios é um problema, mas sublinham que o secretário-geral da instituição, António Guterres, estabeleceu como prioridade o combate ao assédio sexual, adotando “uma política de tolerância zero” quanto à questão.

>Ver artigo original.

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