Chefe da ONU anuncia cinco “passos concretos” contra assédio sexual (Rádio ONU, ÁUDIO)

Chefe da ONU anuncia cinco "passos concretos" contra assédio sexual

Monica Grayley, da ONU News em Nova Iorque. | Secretário-geral da ONU, António Guterres. Foto: ONU/Mark Garten

Em encontro com correspondentes, em Nova Iorque, António Guterres afirmou que espera que denúncias, presentes e passadas, sejam recebidas com seriedade e uma forte resposta institucional; secretário-geral também anunciou criação de linha telefônica confidencial e de pesquisa no Secretariado entre os funcionários.

As Nações Unidas anunciaram novas medidas para enfrentar casos de assédio sexual entre funcionários da organização.

Em encontro com correspondentes na sede da ONU, em Nova Iorque, o secretário-geral António Guterres disse que está determinado a enfrentar o problema.

Sociedade civil

O chefe das Nações Unidas reafirmou o compromisso com a política de tolerância zero a qualquer caso de assédio. Ele disse que está consciente da cultura dominada por homens em governos, no setor privado, organizações internacionais e até em áreas da sociedade civil.

Para António Guterres, isso forma um obstáculo para combater o assédio, mas ele está determinado a remover essa barreira. E explicou que o fará em cinco passos concretos.

O primeiro é tratar todas as alegações de forma séria, passadas ou presentes. Guterres comentou a reação de agências da ONU nas últimas semanas ao receber denúncias e elogiou a forma correta como responderam aos casos.

Liderança

O secretário-geral disse ainda que a paridade de gêneros é prioridade de seu mandato e contou que atualmente existem 23 mulheres na liderança da organização e 21 homens.

O segundo passo é a criação de uma linha telefônica confidencial para que funcionários possam acessar e pedir ajuda em casos de assédio.

António Guterres também lançou uma força-tarefa de líderes em todo o Sistema ONU para combater assédio e aumentar o apoio às vítimas. A equipe está produzindo diretrizes, informação e assistência. A organização também aumentou o treinamento obrigatório sobre o tema.

O secretário-geral afirmou que o quarto passo é a proteção dos que denunciam casos de assédio, ele também lembrou a todos os funcionários que é preciso denunciar e apoiar as pessoas afetadas.

E por último, o Secretariado da ONU iniciará uma pesquisa com todos os seus funcionários para melhorar as informações sobre prevalência além de obter as taxas de ocorrência e notificações.

Síria

Guterres afirmou que continuará dando poder às mulheres dentro das Nações Unidas como também uma forma de combater os casos de assédio sexual, para os quais não deve haver nenhuma tolerância.

Ele começou o briefing com correspondentes falando sobre o processo político na Síria e sobre o congresso que ocorreu em Sochi, no início desta semana.

O chefe da ONU disse que este é um momento importante para a Síria e para as negociações.

Ele elogiou o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov, e ressaltou três pontos-chave da declaração final de Sochi incluindo a visão de uma Síria para todos os sírios, como já apresentado pelo enviado especial da ONU, Staffan de Mistura, e a necessidade de que o mandato para uma Comissão Constitucional deve ser alcançado nas negociações de Genebra, lideradas pela ONU.

Guterres afirmou que De Mistura irá agora analisar o resultado em Sochi para alcançar o objetivo de implementar, inteiramente, a Resolução 2254 do Conselho de Segurança e o Comunicado de Genebra. Para o chefe da ONU, não existe tempo a perder.

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