Gravidez precoce inquieta autoridades
(Jornal de Angola)

Gravidez precoce inquieta autoridades

A direcção da Família e Promoção da Mulher na província da Lunda Sul notificou em 2017 mais de 2.000 casos de gravidez precoce, dos quais 1.330 ocorreram em adolescentes com idades compreendidas entre os 11 e14 anos.

Flávia Massua | Saurimo | Fotografia: Marcelo Manuel | Edições Novembro

O quadro, segundo a directora da instituição, Elizabeth Chiwissa, é preocupante. Por essa razão, estão agendadas várias actividades entre palestras, encontros com pais, encarregados de educação e membros da sociedade civil, para mudar a mentalidade assente no abuso da prática sexual precoce no seio de crianças e adolescentes.

Constam das causas aludidas pela responsável à volta do quadro, a ausência de diálogo no lar e o acompanhamento rigoroso, sobretudo às raparigas, aliados à pobreza que assola as famílias. No período em referência houve o registo de 204 casos de violência.

No meio disso, destacaram-se ainda dez agressões físicas e 84 casos de fórum psicológico, que afectaram maioritariamente crianças.
Elizabeth Chiwissa lembrou que durante o ano em balanço o sector realizou várias campanhas de sensibilização sobre a “sexualidade, violência doméstica, doenças sexualmente transmissíveis e direitos da mulher.

A gravidez precoce e o alcoolismo em diferentes comunidades da província também mereceram atenção das autoridades. A medida, segundo a responsável, visa incutir o sentido de responsabilidade nas pessoas e desta forma dar-se maior atenção aos efeitos dos actos praticados.

A paralisação, em virtude da crise vigente no país, das obras de construção da primeira casa de abrigo, nas imediações do rio Muangueji, à sete quilómetros de Saurimo, onde se projecta acolher crianças e mulheres vítimas de agressão, preocupa as autoridades.

A referida unidade confronta-se com várias dificuldades, com realce para as condições precárias que apresenta, aliada à falta de viaturas para intensificar os trabalhos nas zonas mais recônditas da província, onde ocorrem muitos casos de violência doméstica.

O reforço da capacidade dos recursos humanos da direcção provincial da Família e Promoção da Mulher, no sentido de corresponder aos objectivos postulados no Código de Família, lei contra a violência doméstica e o recrutamento de especialistas em várias especialidades, é outra das apostas reiteradas pela directora da instituição na Lunda Sul.

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