Não é Não: campanha de conscientização no Tocantins alerta contra assédio sexual durante carnaval
(Orla Notícias)

Não é Não: campanha de conscientização no Tocantins alerta contra assédio sexual durante carnaval

Em todo o Brasil, diversas campanhas pedem o fim do assédio no carnaval.

Wanessa Sobreira | Foto: Divulgação.

Segundo o levantamento divulgado na quinta-feira, 8, entre o carnaval de 2016 e 2017, teve aumento de 88% nos casos de violência sexual contra mulheres registrados pela Central de Atendimento à Mulher (Disque 180) no Brasil.

No Tocantins não há levantamento estatístico sobre as denúncias do Disque 180. Mas de acordo com os dados da Secretaria Estadual de Segurança Pública, em 2017, foram registradas 2.597 ameaças contra mulheres.

Em todo o Brasil, diversas campanhas pedem o fim do assédio no carnaval e, sobretudo, estimulam as mulheres a fazer o registro da ocorrência, no caso de abuso ou violência. No Tocantins, a Defensoria Pública realiza a campanha contra o assédio, principalmente, durante o período de carnaval.

O portal Orla Notícias conversou com a defensora pública Vanda Sueli Machado, coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa da Mulher, que destacou as ações de conscientização que estão sendo realizadas também pelas redes sociais. “Quero alertar o quanto é importante denunciar. Por isso, estamos realizando a campanha aonde tem núcleos da Defensoria Pública no Estado. Durante o carnaval, terão equipes de plantão”, orienta.

Um dos objetivos é identificar quando a paquera passa a ser assédio. ” A partir do momento que o homem passar a ser congresseiro, começa a ser perseguir, insistir, incomodar isso é assédio. Não é não! Assédio é crime. Beijo forçado também é uma forma de assédio comum durante o carnaval. E quando há uma recusa, alguns partem para violência. A mulher tem direito de dizer não. “, destaca a coordenadora do Núcleo Especializado de Defesa da Mulher.

A defensora pública Vanda Sueli Machado, chama atenção ainda que a denúncia pode ser feita não apenas para quem sofre o assédio, mas por terceiros que presenciam estes fatos. “A denúncia pode ser feita pelos números 180 e 190. Em festas com ambientes fechados, como clubes, as denúncias podem ser feitas para a direção ou segurança do local.

Se o caso for ainda mais grave que assédio, a exemplo de violência sexual, a vítima deve procurar a Polícia e, ainda, atendimento médico. Em Palmas, o atendimento é feito pelo Serviço de Atenção Especializada Às Pessoas em Situação de Violência Sexual (Savis), que funciona no Hospital Maternidade Dona Regina.

O Núcleo Especializado de Defesa da Mulher também pode prestar orientações e apoio jurídico às pessoas que não podem pagar pelos serviços de um advogado. O telefone de contato é: (63) 3218-6771.

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