Denúncia de assédio sexual atinge brasileiro diretor de programa da ONU (O Globo)

Denúncia de assédio sexual atinge brasileiro diretor de programa da ONU

Vice-diretor-executivo do Unaids, Loures foi inocentado por investigação; mas jornal britânico diz que funcionários estão sendo coagidos a apoiá-lo

POR CESAR BAIMA | AFP/MONICA SCHIPPER/20-09-2017

RIO – A onda de denúncias de assédio sexual que agora chega a altos funcionários de instituições humanitárias ao redor do mundo atingiu também um brasileiro em posição de destaque neste campo. Vice-diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS (Unaids) e assistente do secretário-geral da ONU, Luiz Loures se tornou alvo de investigação depois que uma funcionária o acusou de tê-la assediado e agredido sexualmente em um elevador durante uma viagem de trabalho, informou o jornal britânico “Guardian” em reportagem recente dentro de uma série em que levantou denúncias do tipo e suas consequências para acusados e vítimas no âmbito da organização multilateral.

Segundo o Unaids, a queixa contra Loures foi apresentada em novembro de 2016, e o processo de averiguação foi aberto no mês seguinte, ficando a cargo do Escritório Interno de Serviços de Supervisão da Organização Mundial da Saúde (OMS), braço da ONU que dá apoio administrativo ao programa. Ainda de acordo com o Unaids, a investigação independente não encontrou elementos que corroborassem a denúncia contra o brasileiro e recomendou que o caso fosse encerrado. A recomendação acabou acatada pelo vice-diretor de Administração do programa após consulta sobre a validade da investigação a outro painel independente depois que seu diretor-executivo, Michel Sidibé – a quem caberia a palavra final sobre a questão -, se recusou a tomar a decisão por ter servido de testemunha na investigação.

Procurado pelo GLOBO, Loures informou, por e-mail, estar impedido de comentar o caso por força de um acordo de confidencialidade que assinou. Ainda assim, o brasileiro relatou ainda estar numa situação “difícil – apesar da conclusão clara e independente da investigação que me inocentou”. Em nova reportagem publicada nesta quarta-feira, o “Guardian” relatou que funcionários do Unaids estariam sendo coagidos a assinar declarações de apoio a Loures, com o governo britânico sendo pressionado a pedir uma nova investigação independente das denúncias de assédio contra os diretores do programa, já que o Reino Unido ocupa atualmente a liderança do conselho de governança do Unaids.

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