Joseph Sciambra

Como o Diabo me manteve preso na pornografia homossexual durante 10 anos

Quando eu tinha 19 anos, e durante o momento em que eu entrei no Distrito Castro de São Francisco [conclave homossexual], não tinha ideia do sítio onde eu estava entrar. Até essa altura, eu havia sido um rapaz embriagado na pornografia – era o meu vício, a minha escapatória, e a minha recompensa. Vivia uma fantasia que eu pensava que estava à beira de se materializar. Inicialmente, nada era como eu havia imaginado: as lojas de vídeos pornográficos eram sujas e mal-cheirosas, os clubes de strip eram sombrios, e os balneários [homoeróticos] encontravam-se cheios de duma mistura de homens adoentados e homens de idade. Mas eu permaneci e segui em frente visto que isto era tudo o que eu tinha.

Depois de ter visto pornografia durante cerca de 10 anos, eu era um homem totalmente confuso. Tudo e nada me deixava excitado. Eu achava as mulheres cada vez mais convencionais. Na verdade, eu já nem precisava de ver pornografia; eu pura e simplesmente poderia ligar a televisão e ver a MTV ou abrir a “Swimsuit Issue” da “Sports Illustrated”. Os homens, por outro lado, representavam o desconhecido sexual: a praga da SIDA aumentavam a sensação de perigo e do proibido.

No final da década 80, a pornografia homossexual não era facilmente acessível. As lojas de conveniência ou lojas de bebidas poderiam vender a Playboy ou a Penthouse, mas certamente nada explicitamente para os gostos homossexuais. Devido a isto, para satisfazer a minha luxúria por algo invisível, mergulhei no desagradável mundo dos teatros e das livrarias para adultos. Num desses locais, fui rapidamente abordado por um homem mais velho que parecia ter-se materializado do vazio sombrio. Com a pornografia homossexual a passar no fundo, eu cedi meio indeciso. Mais tarde dei por mim estranhamente resoluto. Gostei mas senti também que eu havia sido finalmente iniciado.

Uma impressão sobrepujante de destino inescapável abateu-se sobre mim. Eu havia descoberto o que eu era no entanto, bem lá no fundo, eu sentia alguma vergonha; sentia como se eu tivesse sido fraco e tivesse cedido algo. Quase imediatamente dentro da minha cabeça teve início uma conversa – com quem, não sei. A voz era uma ordem, marcando uma demarcação entre o que eu havia sido e o que eu agora era. Eu era homossexual! Não havia forma de escapar. Os questionamentos e as buscas haviam chegado ao fim.

De modo estranho, no entanto, esta realização de quem eu era passou a ser algo como uma escravidão imposta por uma força invisível. Eu não me sentia nem livre nem emancipado. Era uma sensação estranha de ser constantemente impulsionado para frente por parte duma força invisível, e eu não ter qualquer mecanismo para parar. Inicialmente era desconfortável, mas mais tarde habituei-me. De modo rápido, passei a estar com um homem a seguir a outro, experimentado uma cena sexual bizarrra a seguir a outra. Por esta altura, o outrora nauseabundo cheiro das cavernas de sexo homossexual passaram a ser a minha casa. Pensei que havia encontrado um refúgio, um lar visto que a soar no meu cérebro estava a voz que dizia: Eu pertenço aqui.

Mas será que pertencia mesmo?

Desde que eu era um rapaz que olhava de modo fugaz para as revistas pornográficas do meu irmão, ou um adolescente que roubava olhares para dentro duma Penthouse que se encontrava numa loja “7-11”, sempre tive esta sensação peculiar de estar a ser observado. Era um tipo horrível de hiper-paranóia: alguém me vai apanhar a olhar para estas revistas porcas. Isto acontecia também quando me encontrava na casa dum amigo, quando a sua mãe se encontrava fora de casa, e eu havia rejeitado quantidades abundantes de doces ou reprises da série “Batman” em favor de mergulhos no cacifo de pornografia que o seu pai mantinha no quarto extra. Isso chamava por mim. A horda era maciça. Eu rapidamente passava pelas revistas todas até encontrar as que gostava. Mal sabia eu que estava a ser subtilmente observado.

As forças do inferno haviam estado a recolher e a reunir informação sobre mim há anos. Quando cheguei à idade adulta, o arquivo do Joseph Sciambra na posse do Diabo era bem espesso; ele sabia o que me excitava, o que eu não gostava, e o que me assustava. Devido a isto, e durante algum tempo, a maior parte do que eu sexualmente desejava foi realizado dentro do estilo de vida homossexual. Mas isso estava a ter efeitos sobre mim. Isso desgastava-me: com uma doença [sexual] após outra, com uma dor de coração a seguir a outra, e com amigos meus a caírem para dentro dos impiedosos buracos da morte. Inconscientemente, eu queria sair, mas não tinha para onde ir.

O que o diabo sabia sobre mim era muito, e ele manteve-me subjugado por baixo do seu casco porque ele usou esse conhecimento contra mim, dizendo que o mundo homossexual era o único lugar na Terra onde eu seria bem recebido e amado; que eu nunca poderia ser feliz em qualquer outro lugar; que eu havia feito demasiado coisas más para ser aceite em qualquer outro lugar; que todas as pessoas de fora me rejeitariam; que ser homossexual era o que eu era. Eu acreditei nele, e fiquei no mundo homossexual – até ao ponto de morrer por isso, se fosse preciso.

Quando o inferno parecia certo, foi-me dada outra oportunidade: O SENHOR Jesus Cristo materializou-Se a minha frente, na cama da sala de urgência, estendeu-me a Sua Mão – e eu agarrei Nela. Ele devolveu-me a vida e a identidade como criança de Deus.

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